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ESTATÍSTICA BOA: Brasília lidera em prática de atividade física e tem 2º menor índice de obesidade, diz Ministério da Saúde

Pesquisa feita nas capitais aponta que 49,6% dos brasilienses fazem pelo menos 150 minutos de atividade física por semana, no tempo livre.

O Distrito Federal tem a maior proporção de habitantes que praticam atividade física regular, aponta levantamento do Ministério da Saúde.

Segundo a pesquisa, que reúne dados coletados em 2017 em todas as capitais, 49,6% dos moradores da Grande Brasília fizeram pelo menos 150 minutos de exercício semanal no ano passado.


Os números se referem à atividade física no tempo livre – ou seja, descontados os exercícios por deslocamento, no trabalho ou em tarefas domésticas.

A frequência é maior entre os homens (53,8%), e um pouco menor entre as mulheres (45,9%).

Depois de Brasília, os maiores índices foram registrados em Palmas (45,9% da população total) e Macapá (45,5%).

São Paulo (29,9%) e João Pessoa (34,4%) foram as capitais com menor número de adeptos à atividade física regular.


Segundo o Ministério da Saúde, tomando a média nacional entre as 27 cidades pesquisadas, 37% dos entrevistados praticam pelo menos 150 minutos de atividade moderada semanal.

O número cai entre populações mais velhas e/ou de menor escolaridade.

Quem, ao contrário dos dados acima, não praticou nenhuma atividade física regular nos últimos três meses – seja no tempo livre, no trabalho, no deslocamento ou em casa – é classificado como inativo. No Distrito Federal, esse índice foi de 10,7% em 2017, o menor do país.

 

Baixa obesidade

 

O aumento das medidas é considerado como um dos indicadores da obesidade — Foto: GettyImages
O aumento das medidas é considerado como um dos indicadores da obesidade

Os bons números de atividade física têm impacto direto em outro indicador medido pelo ministério: a quantidade de habitantes com sobrepeso e obesidade. Essa medição é feita com base no Índice de Massa Corporal (IMC), um cálculo que relaciona o peso e a altura de cada pessoa.

Quem tem IMC acima de 25 já está na faixa de sobrepeso. Segundo o Ministério da Saúde, em Brasília, isso acontece com 47,6% da população adulta.

O número é alto mas, ainda assim, coloca a capital federal na vice-liderança do ranking.

O melhor índice foi registrado em Palmas (46,9%), e o pior, em Campo Grande (59,8%).


No Distrito Federal, assim como no restante do país, o sobrepeso é mais comum entre os homens (51,6%), e menor entre as mulheres (44,2%).

Em todo o país, de cada 100 habitantes, 54 estão na faixa de sobrepeso.

Quando o IMC passa dos 30, o caso já é enquadrado como obesidade. No DF, 15,3% dos adultos estão nesta condição – novamente, o segundo melhor resultado.

A capital com menor número de pessoas obesas, segundo o estudo, é Florianópolis (15%). Manaus ocupa a outra ponta da tabela, com 23,8% de obesos.

Na média de todas as capitais, a frequência de adultos obesos é de 18,9%, sem diferença entre homens e mulheres.

 

Fatores de risco

 

Todos esses dados fazem parte da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel).

O levantamento anual também apura outras condutas de risco, como uso de cigarro e álcool, má alimentação, tempo empregado na interação com TV e celular, e rotinas de prevenção do câncer e monitoramento da hipertensão.

Em 2017, usando dados do ano anterior, a pesquisa Vigitel indicou outros bons comportamentos da população brasiliense. Entre eles, o maior consumo de frutas e verduras entre as capitais brasileiras.

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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