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CRIME NO SUDOESTE: Policial civil vai responder no Tribunal do Juri pela morte do marido que era sargento da PM-DF

Mirtes Gomes Amaro é acusada de homicídio qualificado contra o sargento da PM Daniel Quezado. Caso corre em sigilo.

A policial civil Mirtes Gomes Amaro vai responder no Tribunal do Júri de Brasília por homicídio qualificado pelo assassinato do próprio marido, o sargento da Polícia Militar Daniel Quezado Amaro.

A decisão do juiz Paulo Afonso Correia Lima Siqueira foi publicada no Diário de Justiça desta segunda-feira (11).

Com isso, começam os trâmites do julgamento, que se inicia com o depoimento de testemunhas e das partes.

Não há prazo para a sentença ser proferida pelos jurados.

O crime ocorreu em um apartamento do Sudoeste, em 24 de fevereiro de 2016. Segundo a Corregedoria da Polícia Civil, ele foi morto, e não se matou. A versão do suicídio era defendida pela mulher em depoimento. O caso segue em sigilo.

Mesmo apontada como principal suspeita, a viúva continua em liberdade e recebendo pensão pela morte do militar equivalente ao salário de primeiro-sargento: R$ 8.452,64 por mês.Resultado de imagem para Daniel Quezado Amaro

“Mata e ainda quer receber por isso? É vergonhoso para a família ter esse recebimento no nome da principal acusada do homicídio. É ultrajar de forma violenta os pais, familiares e amigos do Quezado”, declarou o advogado que representa a família da vítima, Luciano Martins.


Já o advogado que representa a viúva afirma que ela é inocente. “Não há menor dúvida. Os laudos demonstram essa inocência. Há um laudo emitido pela Polícia Federal que demonstra que ela não efetuou o disparo porque não há resíduo de pólvora na mão dela”, afirmou o advogado Rafael Martins.

Prédio do Sudoeste onde sargento morreu — Foto: Google/Reprodução

Prédio do Sudoeste onde sargento morreu 

Relembre

 

A suspeita é de que ela tenha agido por ciúmes. Na investigação, depoimentos mostraram que Mirtes e Quezado não tinham uma relação saudável e que o casal estava passando por uma crise. A polícia também constatou que ela, que estava no apartamento na hora da morte, mudou o depoimento.Resultado de imagem para Daniel Quezado Amaro

Na primeira versão, ela disse que o marido se matou com um tiro no peito na frente dela, segurando a arma com a mão direita. Na segunda versão, ela disse que ele segurava a arma com as duas mãos.

De acordo com o laudo do Instituto Médico Legal (IML), os peritos constataram que este é um caso incompatível com as características de suicídio. Por exemplo, o tiro foi na boca do estômago e Quezado tinha feito planos para chamar amigos para um churrasco – ou seja, não planejava se matar.

“Em relação ao local do crime, nos depoimentos percebe-se claramente que o local foi todo alterado, o que é péssimo, e o mesmo não podia ter sido liberado e limpo no dia seguinte, muito menos pela esposa da vítima”, diz a família em um documento feito com base nos apontamentos da polícia.

 

“A arma estava perto do corpo, porém ninguém soube dizer se havia marca no chão da queda da arma.”

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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