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ATENÇÃO SRS. PASSAGEIROS: Voos de Brasília para os EUA ficarão mais longos com suspensão do modelo 737 MAX 8, informa a Gol

Companhia é única brasileira que possui modelo proibido pela Anac. Avião substituto precisa fazer parada para abastecer.

Por causa da decisão de suspender o uso do modelo Boeing 737 MAX 8, a Gol informou ao G1 que os voos que dependiam da aeronave – como a rota entre Brasília e Estados Unidos – devem ficar "mais longos". Isso porque o modelo substituto, o Boeing 737 Next Generation, precisa de uma parada para abastecer.

 

"A previsão é de que esta parada ocorra em Punta Cana, na República Dominicana, disse a Gol."

 

A Gol não explicou quanto tempo a mais essa parada significa na viagem. A companhia tem uma frota de 121 aeronaves, sendo 7 delas do modelo 737 MAX.

 

Segundo a empresa, ele tem uma autonomia de voo 15% maior.

A decisão de suspender o uso das aeronaves foi tomada após dois acidentes com aviões do mesmo modelo.

 

No domingo (10), a queda de um avião da Ethiopian Airlines deixou 157 mortos.

Em 29 de outubro do ano passado, 189 pessoas morreram após um problema com um voo da Indonésia Lion Air.

Boeing 737 Max 8 da Gol — Foto: Divulgação

Nesta quarta (13), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) proibiu o uso das aeronaves 737 MAX 8. Segundo a Gol, não houve prejuízo para os passageiros que embarcaram em Brasília para Miami e Orlando.

"Todos foram reacomodados em companhias parceiras", declarou a empresa que diz ter tomado a decisão por "questões de segurança". Segundo a Gol, os passageiros já haviam sido passados para outros voos antes mesmo do anúncio da Anac.


Suspensão pelo mundo

 

Diversos países também adotaram restrições ao do Boeing 737 MAX 8 após acidente na Etiópia. As autoridades de aviação da China e da Indonésia ordenaram que as companhias aéreas suspendessem sua utilização.

A Ethiopian Airlines, Cayman Airways (das Ilhas Cayman), Comair (África do Sul) e Royal Air Maroc (Marrocos) anunciaram que também interromperam a utilização desse modelo após o acidente.


A Associação de Pilotos de Linhas Aéreas da Argentina (APLA) decidiu nesta segunda orientar seus filiados a não voarem em aviões 737 MAX da Boeing.

Segundo a Boeing, 350 aeronaves do modelo são operadas por cerca de 50 empresas no mundo.

Segundo dados compilados do site planespotters.net, que cataloga frotas de aviões no mundo, existem ao menos 47 companhias que têm o 737 MAX da Boeing entre seus aviões. Delas, pelo menos 19 suspenderam seu uso.

 

Anac exigiu treinamento de pilotos

 

Em 7 de novembro, a FAA, autoridade de aviação dos Estados Unidos, expediu uma diretiva de aeronavegabilidade de emergência para companhias aéreas que operam o Boeing 737 Max.

Segundo o documento, em vigor desde então, um erro em um sensor pode levar a tripulação a ter dificuldade para controlar o avião, e levar o nariz do avião para baixo, com "perda significativa de altitude e possível impacto com o terreno".


No Brasil, a Agência Nacional de Aviação (Anac) exigiu o treinamento dos pilotos para operação da nova funcionalidade envolvendo o sensor, informou a agência Reuters.

 

O que disse a Boeing após o acidente na Etiópia

 

Após o acidente deste domingo, a Boeing divulgou um comunicado no qual diz: "Uma equipe técnica da Boeing viajará até o local do acidente para fornecer assistência técnica sob a direção do Departamento de Investigação de Acidentes da Etiópia e do Conselho Nacional de Segurança de Transportes EUA [NTSB, na sigla original]".

Imagem de 28 de novembro de 2017 de uma Boeing 737-700 da Ethiopian Airline — Foto: Arquivo / Issouf Sanogo / AFP Photo

Detalhes técnicos do 737 MAX

 

No final de janeiro de 2017, 350 unidades do 737 MAX foram entregues a seus compradores, do total de 5.011 pedidos registrados pela Boeing, informa o site da empresa.

Em 2019, a Boeing pretende aumentar o ritmo de produção de 737 para passar de 52 para 57 unidades por mês.

O programa 737 MAX tem quatro variações, em função do número de assentos disponíveis:

 

  • MAX 7 (172 assentos)
  • MAX 8 (210 assentos)
  • MAX 200 (220 assentos)
  • MAX 9 (230 assentos)

 

O valor de cada unidade varia entre US$ 99,7 milhões e US$ 129 milhões. Seu alcance é de 6.610 a 7.130 quilômetros, segundo a Boeing.

Contando todas as gerações do Boeing 737, que voou pela primeira vez em 1967, foram vendidas 10 mil unidades, número recorde para um aparelho destinado a voos comerciais.

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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