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EIXÃO NORTE: Manifestantes fazem ato contra a ditadura militar em Brasília

Caminhada iniciou às 9h no Eixão Norte; segundo PM, 450 pessoas participaram da passeata em direção à Rodoviária do Plano Piloto.

Ato contra a ditadura militar mobilizou centenas de manifestantes em Brasília neste domingo (31), data em que completa 55 anos do golpe de 31 de março de 1964.

Segundo os organizadores, cerca de 600 pessoas participam do manifesto.

De acordo com levantamento da PM, a estimativa é de 450 pessoas no local.

O golpe de estado de 1964 precedeu um período de ditadura militar em que não houve eleição direta para presidente Brasil.

O Congresso Nacional chegou a ser fechado, mandatos foram cassados e houve censura à imprensa.

 

De acordo com a Comissão da Verdade, 434 pessoas foram mortas pelo regime ou desapareceram – somente 33 corpos foram localizados.

Pessoas ligadas a movimentos sociais, partidos políticos e organizações se reuniram na altura da quadra 108 do Eixão Norte por volta das 9h e caminharam em direção à Rodoviária do Plano Piloto.

Muitos levaram cartazes em memória das pessoas torturadas e mortas durante o período e alguns carregavam faixas com críticas ao presidente Jair Bolsonaro.

A organização pediu que os manifestantes fossem vestidos de branco e levassem flores, mas muitos foram vestidos de preto em luto pelas vítimas da ditadura.

Pessoas levam faixa escrita mais amor, menos ódio em ato contra a ditadura no Eixão Norte — Foto: Maria Nazaré Queiroz/Divulgação

Pessoas levam faixa escrita mais amor, menos ódio em ato contra a ditadura no Eixão Norte 

"As pessoas estão levando cartazes e cantando músicas que foram censuradas no período da ditadura como Chico Buarque", conta Gabriel Elias, secretário da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa, que participa do ato.

A comissão de direitos humanos chegou publicar comunicado, na quinta-feira (28), em que recomenda que nenhuma instituição do Distrito Federal celebre a data. Segundo o presidente da comissão, deputado Fábio Félix, medida foi tomada após chamamento do presidente Jair Bolsonaro para que a data seja comemorada.

Pessoas levaram cartazes contra a ditadura em ato no Eixão Norte — Foto: Maria Nazaré Queiroz/Divulgação

Pessoas levaram cartazes contra a ditadura em ato no Eixão Norte 

Desfile Militar

 

Nesta sexta-feira (29), o comandante do Exército, general Edson Leal Pujol, participou de uma solenidade no Comando Militar do Planalto, em Brasília, em que foi feita a leitura da Ordem do Dia em referência a 31 de março de 1964.

A leitura da Ordem do Dia foi uma determinação do presidente Jair Bolsonaro. Na solenidade, também houve o canto do Hino Nacional e um desfile de apresentação das tropas.


Neste sábado (30), a Advocacia-Geral da União (AGU) consegue liminar e suspende decisão que impedia mensagens alusivas ao 31 de março. Com isso, cai o impedimento para que o governo realize solenidades com a leitura de uma mensagem oficial em alusão ao dia 31 de março de 1964.

A Defensoria Pública da União (DPU) chegou a pedir que a Justiça Federal em Brasília proibisse o governo federal de comemorar o golpe militar de 1964 e que impedisse a União de utilizar dinheiro público para esta finalidade, sob pena de multa.

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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