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CAESB MAJORA: Contas de água sobem 2,99 por cento a partir desta segunda-feira (1º/4), é verdade!

Reajuste deveria ter sido aplicado em junho de 2018, mas foi adiado em virtude do período de racionamento

Começa a valer a partir desta segunda-feira (1º/4) o aumento de 2,99% nas contas de água do Distrito Federal.

A Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb) justificou o reajuste da tarifa pela necessidade de equilibrar a contas da empresa, que acumula dívidas somadas superiores a R$ 1 bilhão.Resultado de imagem para aumento na conta de agua df

O percentual havia sido definido pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico (Adasa) em abril de 2018, e deveria ter entrado em vigor em junho daquele ano. 

 

Após o então governador Rodrigo Rollemberg (PSB) questionar a medida em função do racionamento, os acionistas da Caesb se reuniram em assembleia geral extraordinária e decidiram por adiar a data para aplicação do novo índice.

Dos 2,99% do reajuste, 2,06% são referentes à Revisão Tarifária Extraordinária (RTE) e 0,93% ao Índice de Reajuste Tarifário (IRT). Inicialmente, o aumento pretendido pela Caesb era de 10,47%, sob alegação de recompor as quedas de arrecadação estimadas em R$ 155,7 milhões no período de rodízio.


Considerando a receita líquida da Caesb em 2017 – cerca de R$ 1,6 bilhão –, os R$ 38 milhões que seriam arrecadados a mais com a tarifa reajustada não parecem expressivos. Porém, são suficientes para pagar estações elevatórias de esgoto, a exemplo da que foi inaugurada em Águas Claras em abril de 2018.Resultado de imagem para aumento na conta de agua df

Também seria possível bancar a maior parte do investimento na adutora de Santa Maria, que permite levar água processada na estação de tratamento de Valparaíso (GO), na Região Metropolitana do DF, de volta para o sistema de reservatórios de Santa Maria. 

A obra, estimada em R$ 40,8 milhões, integra o Sistema Produtor Corumbá.

 

Outro empreendimento com valor aproximado da perda de arrecadação da Caesb é o de captação emergencial no Lago Paranoá, que custou R$ 42 milhões.

 

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