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FEMINICÍDIO: Mulher morre esfaqueada por companheiro em Sobradinho; 7 casos foram registrados em 2019

Vítima, de 28 anos, lavava roupa quando foi atacada. Bombeiros chegaram a prestar socorro, mas ela morreu no hospital.

Uma mulher de 28 anos morreu neste domingo (14) vítima de feminicídio em Sobradinho, cidade-satélite de Brasília.

Segundo a Polícia Militar, ela foi esfaqueada pelo marido dentro de casa, enquanto lavava roupa.

O agressor está foragido.

A mulher chegou a ser socorrida pelo Corpo e Bombeiros na calçada da rua, foi levada ao Hospital Regional de Sobradinho com vida, mas não resistiu aos ferimentos.

Ela estava com perfurações em um braço, nas pernas e no tórax.

A filha de 9 anos da vítima estava em casa quando o crime ocorreu.

Ela contou aos policiais que o agressor, que era padrasto dela, havia saído de casa.

Quando voltou, esfaqueou a mulher pelas costas.

A vítima e o agressor, Luiz Filipe Alves de Souza, de 21 anos, estavam em um relacionamento há, pelo menos, cinco anos, segundo a PM. Juntos, o casal tinha uma filha de 1 ano e a mulher estava grávida havia duas semanas.


Sete casos de feminicídio foram registrados no DF entre 1º de janeiro e 31 de março, segundo levantamento da Secretaria de Segurança Pública. Ainda de acordo com a pasta, a maioria dos casos ocorrem por "ciúme" (entenda ao final).

Motivos de gêneroFeminicídio — Foto: Editoria de Arte/G1

Ainda neste domingo, por volta das 5h, outra mulher foi vítima de crime por motivo de gênero.

Uma adolescente de 16 anos foi estuprada e encontrada seminua próximo à quadra de esportes da QR 118 de Santa Maria.


A jovem foi encaminhada ao Instituto Médio Legal (IML) para fazer o exame de corpo de delito. O suposto autor do crime foi encontrado pela Polícia Militar horas depois com a blusa da vítima dentro do carro que conduzia.

Ele foi submetido ao teste do bafômetro e preso em flagrante por dirigir sob efeito de álcool. O etilômetro marcou 0,51 miligramas de álcool por litro de sangue – o máximo permitido é 0,33 mg/L.

O agressor também foi levado à 20ª DP, no Gama, e encaminhado ao IML. Ele também vai responder pelo suposto crime de estupro de vulnerável.


Feminicídio na Grande Brasília

Segundo levantamento da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, 82% das mulheres vítimas de feminicídio na capital entre 2015 e 2018 foram mortas porque o agressor afirmou ter sentido ciúme.

Apesar da classificação da polícia se referir ao "ciúme" como causa dos assassinatos, a advogada Soraia Mendes, especialista em direitos da mulher, defende que o termo seja repensado.

Segundo ela, a classificação transmite uma ideia de passionalidade ao crime. "Isso nada mais é do que reflexo do sentimento de posse, que transforma a mulher em uma coisa", afirma.


"A violência ocorre por essa relação de posse que os homens têm sobre mulheres."

 

Feminicídio — Foto: Editoria de Arte/G1Feminicídio

Somente no ano passado, 29 mulheres foram assassinadas no "quadrilátero", segundo a Secretaria de Segurança Pública. No ano anterior, 18 mulheres foram mortas e, em 2016, foram 19 vítimas.

Já 2019 começou o ano com uma vítima de feminicídio por semana. Somente em janeiro, quatro casos foram registrados.

Jessyka Laynara e o então namorado, o PM Ronan Menezes do Rego — Foto: Arquivo pessoalJessyka Laynara e o então namorado, o PM Ronan Menezes do Rego

Entre os casos que marcaram o Distrito Federal, estão o da estudante Jessyka Laynara, assassinada em maio de 2018, dentro de casa, pelo ex-namorado – o policial militar Ronan Menezes do Rego. Ele estava de folga, sem farda, mas usou uma pistola da corporação para cometer o crime.

Outro feminicídio que chocou o DF foi o de Veigma Martins, de 56 anos, em janeiro de 2019. A princípio, ela foi tratada pela Polícia Civil como vítima de um incêndio, que havia queimado o apartamento na Asa Norte onde ela vivia com o marido, de 80 anos.

Imagem aérea de como o prédio ficou após incêndio — Foto: Reprodução/TV Globo
Imagem aérea de como o prédio ficou após incêndio

Ao longo das investigações, porém, a perícia identificou que Veigma havia sido atingida com cinco facadas no tórax antes de morrer queimada. José Bandeira da Silva ateou fogo na mulher e acabou morrendo asfixiado, sem conseguir sair do apartamento.

De acordo com a Polícia Civil, o casal estava junto havia dez anos e enfrentavam um processo de separação. A vítima já havia denunciado o marido pela Lei Maria da Penha em uma ocorrência registrada em março de 2018.

Desde 2017, a pasta adota um protocolo para que todas as mortes violentas de mulheres sejam, inicialmente, registradas como feminicídio. Somente após o esclarecimento dos fatos, a hipótese pode ser descartada.

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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