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TRADIÇÃO E FÉ: Planaltina encena a 46ª Via Sacra no Morro da Capelinha. VEJA VÍDEO

Organizadores estimavam que cerca de 100 mil pessoas passem pelo ato até as 20h, quando ocorreria o ápice da encenação: a ressurreição de Cristo

Às 16h35, os 1,4 mil voluntários deram início à tradicional Via Sacra no Morro da Capelinha, em Planaltina.

Entre o fim da manhã e o início da tarde, o forte calor castigou quem decidiu subir ao monte mais cedo para pagar promessas. Após as 16h, nuvens negras começaram a se formar.

Uma missa precedeu a 46ª encenação da Paixão de Cristo.

 

O louvor foi celebrado na praça central pelo padre Sestino, da Paróquia Santa Rita. Para realizar a grande festa religiosa, a organização recebeu R$ 1,4 milhão do GDF para custear estrutura, iluminação, figurinos, banheiros químicos e brigadistas, além de mais de 40 toneladas de materiais e enfeites.

Muitos fiéis escolheram chegar cedo a fim de garantir um lugar privilegiado. Segundo estimativas da Polícia Militar, somente entre 6h30 e 10h30, cerca de 1,5 mil pessoas já estavam no local. Até as 17h30, eram 12 mil.

Uma delas era a autônoma Luciana Gomes, 34 anos, que caminhou cerca de 30 minutos com os filhos Gustavo Gomes, 7, e Sara Gomes, 17, para chegar ao morro. A família mora em Planaltina  e conta que há sete anos acompanha a encenação, a qual considera costume de fé. “Aqui não se juntam apenas pessoas, mas o amor a Deus”, disse. “É emocionante”, completou Sara.

Descalça
Moradora de Planaltina de Goiás, Eva José de Carvalho, 41 anos, subiu o Morro da Capelinha descalça. Eva revela que este é o 15º ano em que ela faz o trajeto sem nada entre os pés e o chão. “É uma promessa para mais paz, união e proteção para a natureza”, contou.

Agora, Eva incentiva as filhas Maria de Carvalho, 19, e Gracilene de Carvalho, 16, a fazerem o mesmo. (Veja na imagem abaixo):

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Família sobre o Morro da Capelinha descalça

Gracilene estava vestida de traje azul, representando o sagrado coração de Maria, mãe de Jesus. Maria estava de branco, em uma demonstração da pureza da ressurreição de Cristo. Ambas estavam acompanhadas dos filhos João Batista, 7 meses, e Carlos Abraão, 3 anos, respectivamente. Eva também levou outro filho: Sebastião, 2 anos.

Para o motorista Alberto Oliveira, 49 anos, a Paixão de Cristo representa não somente a maldade, mas o que Jesus passou em um tempo no qual fez o bem para o povo. “Todo mundo deve seguir o exemplo dele”, sugeriu.

Veja a movimentação do público instantes antes do início da encenação da Paixão de Cristo:

Banquinhos
Wallace Kennedy, 9, e o primo Luan Silva, 8, levaram banquinhos para acompanhar a Paixão de Cristo sem cansar. As crianças foram acompanhadas dos pais de Wallace: o autônomo Edilson Brito, 49, e a gerente de produção Lusilene Brito, que completa 39 anos neste sábado (20/04/19).

“Estou comemorando desde hoje. A encenação é linda. Vale a pena vir”, assinalou Lusilene. “Temos de aproveitar a oportunidade que está na nossa cidade. Quando Wallace era pequeno, a gente vinha e eu ficava com ele no ombro”, lembrou Edilson.

via sacra planaltina

 

Fonte: *Via Metropole/Clipping

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