Image and video hosting by TinyPic

 

Image and video hosting by TinyPic

 

compartilhar

UM DIA, ACABA: A água jorra abundante das torneiras. E na seca, teremos água?

Quando a chuva não dá trégua e o verde colore a paisagem de Brasília sob um céu nublado e umidade relativa do ar acima dos 50%, fica difícil pensar no fantasma que assombra (ou deveria) os moradores da capital: a escassez hídrica.

Com o abril mais chuvoso dos últimos 10 anos, o reservatório do Descoberto transborda sobre o paredão de concreto às margens da BR-070.


O de Santa Maria, dentro do Parque Nacional de Brasília, está com 92% do volume útil, segundo as medições mais recentes.

A água jorra abundante das torneiras.


Resultado de imagem para seca em brasiliaQuem dera pudéssemos depender apenas da boa vontade de São Pedro.

No Distrito Federal, a população local e flutuante não para de crescer.

A mancha urbana avança sobre o cerrado, inclusive, em áreas de nascente. Além do consumo doméstico, há a demanda dos agricultores, dos comércios e das indústrias.

No começo deste ano, veio a público um relatório do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TC-DF), no mínimo, preocupante.

 

Segundo a nota divulgada no site do tribunal em 12 de fevereiro, a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) não sabe quantas outorgas de captação de água ela mesma concedeu.

 

 

 

Resultado de imagem para seca em brasilia
Segundo a fiscalização do TC-DF — que levantou dados relativos a 2018 —, a autarquia também desconhece a quantidade de usuários captam água diretamente dos reservatórios.

 

Mais: faltam dados de localização e georreferenciamento em 100% das planilhas de outorgas subterrâneas utilizadas pela Agência e em mais de 94% das superficiais.

 

 

 

 


Em meados de maio vence o prazo para que a Adasa responda aos questionamentos do TC-DF sobre o tema.

Na época em que o teor do relatório foi divulgado, a Adasa emitiu nota detalhando o número de outorgas concedidas ao longo de 13 anos.

 

E acrescentou que “não há nada que indique a possibilidade de retorno de uma crise hídrica”. Não custa lembrar que pesquisadores e ambientalistas alertavam para a falta d’água no DF há pelo menos duas décadas. Os avisos sempre foram ignorados e deu no que deu.(*Adriana Bernardes)

Resultado de imagem para seca em brasilia




 

Fonte: *Via CB/Clipping

COMENTÁRIOS