compartilhar

PARALISAÇÃO CONTINUA: Metrô e sindicato não entram em acordo e greve é mantida em Brasília

A empresa acusa o Sindmetrô-DF de descumprir a decisão judicial do TRT e diminuir trens e serviço nas estações

Terminou sem acordo a audiência de conciliação entre Governo do Distrito Federal (GDF), Companhia do Metropolitano (Metrô-DF) e Sindicato dos Metroviários (Sindmetrô) realizada na tarde desta segunda-feira (06/05/2019).

O encontro foi mediado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10).

Mais cedo, o Metrô-DF acusou o Sindmetrô-DF de descumprir a decisão judicial expedida pela desembargadora Maria Regina Machado Guimarães, do TRT-10.

 

O posicionamento da empresa foi feito por meio de nota divulgada nesta segunda-feira.

De acordo com a determinação, pelo menos 23 trens deveriam estar circulando.

No entanto, segundo o Metrô, apenas 22 composições estão à disposição dos usuários.

JP Rodrigues/Metrópoles

Cada unidade transporta 1,4 mil passageiros. Ao todo, a companhia dispõe de uma frota operacional com 29 carros, mas três deles não estão operando. Além disso, a empresa reclama da falta de servidores nas estações para atender a demanda da população.

A paralisação dos servidores começou na última quinta-feira (02/05/2019). Na sexta, a Justiça do Trabalho acatou pedido do Metrô-DF e determinou, em caráter liminar, que o Sindmetrô-DF garantisse efetivo de 80% dos trens do sistema circulando nos horários de pico.

O Metrô ressaltou, por meio de nota, que o descumprimento da determinação resultaria no pagamento de R$ 100 mil de multa diária. 

 

De acordo com a companhia, algumas estações tiveram que liberar o acesso nas catracas “porque não havia empregados para vender bilhetes”. “Em outras, como na Estação Águas Claras, grandes filas se formaram porque só havia um funcionário na bilheteria”, informou o órgão.

Procurado pela reportagem, o Sindicato dos Metroviários não havia se posicionado sobre a nota divulgada até a última atualização deste texto.

Horário de funcionamento
Nesta segunda-feira (06/05/2019), as estações estão abertas das 5h30 às 23h30. A quantidade de composições circulando, no entanto, é reduzida. Contudo, o impacto deve ser menor nos horários de pico. Das 6h às 10h e das 16h às 20h, 80% dos trens devem funcionar – no período restante, o índice cairá para 30%.


Nos primeiros dias de paralisação, os trens não circularam nos horários de menor movimento, os usuários do transporte público precisaram embarcar em ônibus lotados para se deslocar na capital do país.

Para o Metrô, contudo, o quantitativo estabelecido pela Justiça é insuficiente para atender a demanda do serviço essencial e não garante um mínimo de dignidade aos usuários. Com esse argumento, a administração do transporte pediu a concessão de liminar que assegura o funcionamento de 100% da frota nos horários de pico – entre 6h e 10h, e das 16h às 20h – e de 60% nos demais períodos.

PPP do Metrô
Em meio à greve dos metroviários, o governador Ibaneis Rocha (MDB) lançou o edital de chamamento público para concessão da Companhia do Metropolitano. Na prática, a medida transfere a gestão do transporte de trilhos do GDF para as mãos da iniciativa privada.

Publicado no Diário Oficial desta segunda-feira (06/05/2019), o edital estabelece que os interessados em participar do processo deverão apresentar “projetos, levantamentos, investigações e estudos para modelagem técnica, operacional, econômico-financeira e jurídica referentes à concessão de gestão, operação, manutenção e expansão dos serviços de transporte metroviário”.

Empresas dispostas a gerir o metrô da capital federal têm de apresentar requerimento junto à Secretaria de Mobilidade (Semob) no prazo de 30 dias, contados a partir desta segunda-feira (06/05/2019). O texto é assinado pelo secretário de Transportes do DF, Valter Casimiro.

 

 

Fonte: *Via Metropole/Clipping

COMENTÁRIOS