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AMARILDO DO DF: PMs acusados de matar Araújo, o auxiliar de serviços gerais, estão presos

Os dois, que estavam foragidos, se entregaram na manhã desta segunda-feira.

Os dois sargentos da Polícia Militar, do 14º Batalhão de Planaltina, Silvano Dias de Souza e Carlos Roberto José Pereira, foram presos preventivamente, por tempo indeterminado.

 

Eles são acusados de terem matado o auxiliar de serviços gerais, Antônio Pereira de Araújo, que ficou conhecido como 'Amarildo do DF", numa referência ao caso parecido no Rio de Janeiro.


 

Ambos estavam foragidos, mas se entregaram na manhã desta segunda (14). Foram submetidos a exames no Instituto Médico-Legal (IML) e encaminhados ao 19º Batalhão da Policia Militar, a Papudinha.


Eles ainda não foram julgados, mas a 3ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF), mandou prender os policiais por

 acreditar que eles estavam atrapalhando o processo e interferindo nas investigações, orientando pessoas para darem testemunhos falsos, sonegando informações e criando provas falsas.


O crime ocorreu em 2013, Araújo desapareceu depois de ser abordado pelos policiais durante a madrugada em uma chácara de um sargento da PM, no bairro Arapoanga, na cidade-satélite de Planaltina. Os policiais são acusados de ter torturado a vítima até a morte.

 

Morte
Antônio Pereira de Araújo desapareceu em 26 de maio de 2013. Ele saiu de casa, no Arapoanga, em direção à casa do irmão mais velho, no mesmo setor de Planaltina. No caminho, Antônio se perdeu e parou na frente da chácara de um sargento da PM no Córrego do Atoleiro, área próxima à região.

Assustado, o policial pediu ajuda ao 14º Batalhão ao achar que seria vítima de um assalto. Duas viaturas, com seis policiais, foram atender ao chamado. Entre eles, os dois acusados. Antônio foi levado para a 31ª Delegacia de Polícia na madrugada do dia 27. De acordo com os policiais civis e militares que participaram do processo, eles interrogaram Antônio, pesquisaram se possuía ficha criminal e o liberaram em seguida.

Mas o auxiliar de serviços gerais, que tinha 32 anos à época, não voltou para casa. O inquérito sobre o desaparecimento de Antônio só foi aberto meses depois. O caso saiu da 31ª DP e ficou sob a responsabilidade da Delegacia de Repressão a Sequestros. À época, o responsável pelo caso era o delegado Leandro Ritt.

 

Ele acreditava em abandono do lar. Ritt chegou a receber uma informação de que Antônio teria sido visto em um canavial de Formosa (GO) e no município JK, também em Goiás. A procura só terminou em 21 de novembro de 2013, quando a ossada do auxiliar de serviços gerais foi encontrada em frente à Quadra 16 do setor Buritis 3 em Planaltina.

 

Fonte: *Diário do Poder - Clipping c/Metropole

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