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OPERAÇÃO TRIDENTE: DJs e empresários que traficavam drogas sintéticas em festas raves em Brasília são alvos de operação

Polícia Civil cumpre 22 mandados de prisão em Goiás, Minas Gerais e no Distrito Federal. Entorpecentes eram distribuídos por motoristas de aplicativos, aponta investigação.

 

 

Duas casas noturnas na capital federal são alvo dos investigadores. Além mandados de prisão, são cumpridos 28 de busca e apreensão


A Polícia Civil cumpre, na manhã desta segunda-feira (27), 29 mandados de busca e apreensão e 22 de prisão na Grande Brasília, Minas Gerais e em Goiás.

Os alvos são traficantes de drogas sintéticas.

Segundo a investigação, entre os suspeitos estão DJ's e empresários que vendiam os entorpecentes em festas raves que ocorriam em Brasília.

 

As substâncias eram trazidas, principalmente, de Anápolis, Goiânia, Aparecida de Goiânia e de Valparaíso – todos municípios de Goiás.eug10

A distribuição em festivais de música eletrônica era feita "em larga escala", de acordo com a polícia, por motoristas de aplicativos.

 

O grupo também abria empresas em Brasília para lavar dinheiro obtido com a venda das substâncias ilícitas.WhatsApp Image 2019-05-27 at 06.31.56

Ao lado, casa de shows investigada

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A operação, batizada de "Tridente" – por envolver dois estados e a capital do país –, é feita pela Coordenação de Combate a Corrupção

 

 

e ao Crime Organizado (Cecor), com apoio da Coordenação de Repressão as Drogas (Cord) e das polícias de Minas Gerais e de Goiás.

Ao todo, 150 policiais participam da operação.

 

 

Duas casas de shows são alvo da Polícia Civil do Distrito Federal na manhã desta segunda-feira (27/05/2019). Segundo as investigações, os donos de duas boates — uma no Pistão Sul, em Taguatinga, e outra no Lago Sul — são suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas sintéticas.

Policiais da Coordenação Especial de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado, aos Crimes Contra a Administração Pública e aos Crimes Contra a Ordem Tributária (Cecor) cumprem 22 mandados de prisão e 28 de busca e apreensão. A ação ocorre simultaneamente em várias localidades do Distrito Federal, de Goiás e de Minas Gerais. Uma das casas noturnas na mira da polícia é a Yurb, localizada às margens do Lago Paranoá, no Setor de Clubes Sul.

Duas a cada mês
O uso de LSD e ecstasy tornou-se uma roleta-russa para os usuários de entorpecentes no Distrito Federal. Estudos apontam que, a cada seis dias, uma nova droga sintética surge no mundo. Essas composições inéditas são comercializadas por traficantes como se fossem substâncias conhecidas, e essa estratégia criminosa chegou a Brasília.

A Polícia Civil do Distrito Federal tem atestado a tendência, que pode ser mortal para quem consome drogas. Em apenas seis meses, de março a setembro de 2018, os peritos do Instituto de Criminalística (IC) da corporação identificaram 15 novas substâncias apreendidas nas ruas. Ou seja, duas drogas nunca antes vistas por mês, apenas na capital da República.

Outra fase

A investigação começou no ano passado. A primeira fase foi chamada de operação Arpão e cumpriu quatro mandados de prisão e dez de busca e apreensão nas regiões do Itapoã, Paranoá, Samambaia e no Plano Piloto.

Em outubro, sete homens e uma mulher foram presos pela Polícia de Brasília suspeitos de integrar o mesmo esquema de tráfico de drogas.

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Fonte: *Via G1/Metroples/Clipping

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