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"TÁ LÁ UM CORPO ESTENDIDO NO CHÃO": Enfermeira alega 'peso', e desmaiado fica 20 min no chão de hospital

Fato aconteceu no Paranoá. Homem ficou caído no chão do pronto-socorro. Secretaria de Saúde diz que vigilantes e pacientes ajudaram a levantá-lo.

"Entrei para falar com o vigilante, o vigilante tentou pegá-lo, mas o corpo estava super rígido. Ele bateu a cabeça, fez um barulho horroroso. O vigilante tentou acordá-lo e não conseguiu. A enfermeira disse que não iria porque não tinha que ficar carregando ninguém, não" - Maíra Nasser, servidora pública.



Um homem passou mais de 20 minutos desmaiado no chão de um pronto-socorro da rede pública do Distrito Federal porque a enfermeira de plantão alegou que ele era “muito pesado” para ser carregado.

 

 

Imagens feitas pela servidora pública Maíra Nasser mostram pacientes se revezando para abaná-lo e reclamando da situação.

 

Por e-mail, a Secretaria de Saúde disse que vigilantes e outras pessoas que esperavam atendimento ajudaram a levantá-lo.


O incidente aconteceu na manhã de 7 de março, na regional do Paranoá. Maíra acompanhava o marido, que faria o retorno de uma cirurgia no punho, quando notou o ocorrido.

 

O homem estava atrás dela na fila para triagem da emergência e acabou caindo depois de se sentir tonto.


“Entrei para falar com o vigilante, o vigilante tentou pegá-lo, mas o corpo estava super rígido. Ele bateu a cabeça, fez um barulho horroroso. O vigilante tentou acordá-lo e não conseguiu. A enfermeira disse que não iria porque não tinha que ficar carregando ninguém, não”, afirma.


“Entrei, falei com ela, ela estava atendendo outra pessoa, aferindo a pressão de uma mulher. Falei que tinha um rapaz lá fora, que desmaiou, e ela tinha que ver. Ela disse que não ia, que não tinha que carregar ninguém. Perguntei como não, que era negligência, que ele caiu, bateu a cabeça”, completa.


Depois de discutir com a profissional, a servidora pública procurou a ouvidoria do hospital para cobrar socorro ao rapaz. Imagens feitas por ela ao longo de 17 segundos mostram o paciente no chão, com os braços e pernas abertos, sem nenhum profissional do hospital por perto.


“O diretor ligou e falou com ela. Voltei correndo. Depois de muito tempo, veio uma maca imunda, toda molhada, não tinha lençol nem nada. Até chamaram atenção por isso. Os vigilantes que puseram ele na maca. A enfermeira perguntou se eu estava feliz, se era isso que eu queria”, lembra Maíra.


A Secretaria de Saúde não informou se a enfermeira era a única de plantão e quantas pessoas foram atendidas no período. De acordo com a pasta, o paciente foi levado para a área interna do pronto-socorro, onde foi examinado pelo clínico de plantão, medicado e liberado uma hora depois.

 

Fonte: *G1 - Clipping

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