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UNIVERSIDADE DE BRASILIA: Pesquisadores da UnB apresentam pesquisas avançadas no controle do Aedes Aegypti

A novidade é uma forte arma contra o transmissor das doenças da Dengue, Zika e Chikungunya

Dois pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) apresentaram à Fundação de Apoio a Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) resultados avançados de duas pesquisas fomentadas pela Fundação no Edital 04/2016.  Eles mostraram avanços no controle do mosquito Aedes Aegypti e das doenças dengue, zika e chikungunya por meio da produção de biolarvicida eficiente e seguro para humanos, kits de diagnóstico, além do desenvolvimento de drogas de combate à transmissão de viroses e vacinas.

O projeto “Explorando a Interação Vírus/Vetor/Hospedeiro e o Desenvolvimento de Drogas Antivirais como estratégias de Controle de Arboviroses e seu vetor Aedes aegypti”, coordenado por Renato Resende, envolveu 33 pesquisadores, 25 estudantes e seis instituições parceiras. A pesquisa se divide em três subprojetos: estudo da interação dos vírus com vetores e hospedeiros; estudo das respostas imunológicas e inflamatórias e o desenvolvimento de drogas antivirais.

O projeto resultou na publicação de oito artigos, na melhoria das instalações do Biotério do Instituto de Ciências Biológicas da UnB e da Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde do Distrito Federal (Dival/SES). A pesquisa também possibilitou a capacitação de seis alunos de iniciação científica, quatro alunos de doutorado, cinco alunos de mestrado e dez pesquisadores de pós-doutorado em diversos níveis de atuação em áreas estratégicas relacionadas ao projeto, como pesquisa e desenvolvimento, diagnóstico, produção de vacinas, controle de agentes patogênicos e controle de vetores virais. O projeto contou, ainda, com duas colaborações internacionais, viabilizadas pelo Departamento de Virologia da Wageningen University (Holanda) e pelo French National Centre for Scientific Research (França).Pesquisadores da UnB apresentam pesquisas avançadas no controle do Aedes Aegypti

Outras fases da pesquisa ainda estão em andamento, como desenvolvimento de vacinas de amplo espectro, desenvolvimento de drogas e inibidores de transmissão viral, predição epidemiológica de infecções isoladas e múltiplas na população, desenvolvimento de produtos (receptores, inibidores, anticorpos) para tratamento, otimização de drogas com ação antiviral e desenvolvimento de inseticidas para controle do mosquito.

Já o pesquisador Tatsuya Nagata coordenou o projeto “Zika, Dengue e Chikungunya: abordagem multidisciplinar para desenvolvimento de soluções aplicáveis em saúde pública”. A pesquisa contou com a participação de 55 pesquisadores e seus alunos e com a parceria de outras cinco instituições.

Os principais objetivos foram o monitoramento e o controle dos mosquitos Aedes aegypti, levantamento da história natural da infecção pelo vírus da zika no DF, caracterização da variabilidade genética de arbovírus (vírus transmitidos por insetos) circulantes no DF, produção de kits diagnósticos para zika, dengue e chikungunya e de vacinas para zika.

O estudo monitorou a ocorrência dos mosquitos em São Sebastião, avaliou o efeito de estações disseminadoras do inseticida pyriproxyfen (PPF), verificou a suscetibilidade de populações do mosquito ao PPF, avaliou a presença de vírus nos mosquitos e desenvolveu novas formulações de inseticidas biológicos.

O trabalho mostrou que as estações de disseminação de PPF funcionam, pois houve redução de 72,5% na densidade de mosquitos em São Sebastião, área avaliada na pesquisa, e indicou que as seis populações coletadas de aedes Aegyptiapresentaram elevado nível de suscetibilidade ao inseticida. Os pesquisadores também desenvolveram um biolarvicida líquido que demonstrou ser seguro para uso no controle dos mosquitos até mesmo em água destinada ao consumo humano.

Os kits diagnósticos também foram desenvolvidos, conforme previsto nos objetivos. Antígenos produzidos em sistema de baculovírus e planta (dengue, zika e chikungunya) foram utilizados para montar o kit rápido de chikungunya e kits de dengue e zika específicos ainda estão sendo desenvolvidos.

O cronograma original do Edital 04/2016 previa o fomento à realização das pesquisas até junho 2020. Mas, diante da relevância dos objetos de estudo para a população do DF e dos avançados resultados já apresentados pelos pesquisadores, a FAPDF vai estender o fomento às pesquisas e assinar novo Termo de Outorga e Aceitação (TOA) em 3 de junho.

 

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