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MANIFESTAÇÕES EM BRASÍLIA: Paralisações contra reforma da Previdência afetam transporte público e escolas

Ônibus pararam de circular a partir das 5h. Trânsito ficou congestionado; faixas exclusivas da EPTG, Avenida W3 Sul, W3 Norte e Setor Policial Sul vão permanecer liberadas.

Representantes de diversas categorias do Distrito Federal paralisaram as atividades nesta sexta-feira (14) em protesto aos cortes do governo federal na educação e contra a reforma da Previdência.

Durante toda a manhã e o início da tarde, ônibus de várias regiões não circularam. Na Rodoviária do Plano Piloto, os boxes permaneceram vazios. Além dos coletivos, o BRT também suspendeu as atividades.

Já o Metrô-DF, que enfrenta greve desde 2 de maio, mantém a circulação de trens com número reduzido. Por volta das 8h, 22 trens circulavam, segundo a empresa. O número é superior ao definido em acordo para horários de pico:

  • Segunda a sexta, de 6h às 8h45 e de 16h45 às 19h30: 18 trens
  • Sábado, de 6h às 9h45 e de 17h às 19h15: 4 a 5 trens

Com o transporte público afetado, várias rodovias do DF registraram congestionamento. Por volta das 7h, o trânsito estava intenso na BR-020, na EPTG e na BR-040.

Um acidente entre carro e moto na EPIA intensificou o engarrafamento por volta das 7h. Das três faixas da via, duas foram bloqueadas para o socorro das vítimas. A marginal permaneceu liberada.

Para tentar amenizar os congestionamentos, o Departamento de Estradas e Rodagem (DER) e o Departamento de Trânsito (Detran) informaram que as faixas exclusivas das vias EPTG, W3 Sul, W3 Norte e Setor Policial Sul vão permanecer liberadas para o tráfego de todos os veículos.

 

Transporte pirata

BRASÍLIA, 9h15: na Rodoviária do Plano Piloto, G1 flagrou veículos com identificação escolar sendo usados irregularmente no transporte de passageiros nesta sexta-feira (14) — Foto: Marília Marques/G1

Na Rodoviária do Plano Piloto, o G1 flagrou veículos com identificação escolar sendo usados irregularmente no transporte de passageiros. Os usuários estão pagando, em média, R$ 5 pelo serviço.

A operadora de caixa Kátia Apolinário, 24 anos, esperou duas horas em uma parada no Varjão até conseguir embarcar em um ônibus para a rodoviária. Ela contou que teve que optar pelo transporte pirata para conseguir entregar um atestado de exame admissional na empresa onde começou a trabalhar.

Ela desembarcou na região central de Brasília com a filha. "A escola da minha menina, na 316 Norte, estava fechada, então tive que trazer ela comigo."

No terminal, apenas os ônibus da Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB) operavam. Segundo a empresa, funcionários não aderiram à paralisação.

No entanto, apenas 12 dos 16 coletivos que rodam diariamente no centro de Brasília estavam em funcionamento. A direção da empresa diz que quatro ônibus ficaram parados por falta de cobrador ou motorista, que não conseguiram chegar para assumir os postos.

 

Decisões judiciais

As categorias que anunciaram a suspensão dos serviços receberam, na quinta-feira (13), uma série de liminares da Justiça do DF determinando a manutenção integral ou parcial das atividades. No entanto, algumas categorias decidiram não cumprir as decisões, como foi o caso dos rodoviários.

Uma liminar do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou a manutenção de toda a frota. A multa, em caso de descumprimento, é de R$ 100 mil. O G1 tenta contato com o Sindicato dos Rodoviários.

 

Educação

 

Algumas escolas públicas do DF também fecharam as portas, e os alunos não tiveram aula. A Secretaria de Educação informou que o conteúdo não ministrado durante a paralisação deverá ser reposto.

As datas ainda vão ser definidas pela direção das escolas. A pasta, no entanto, não indicou o número de instituições fechadas.

O Sindiserviços – sindicato que também reúne funcionários terceirizados da Educação – paralisou as atividades e anunciou greve até o fim do dia. Segundo a categoria, o pagamento do salário de maio e os benefícios estão atrasados.

Estudantes, professores e servidores da Universidade de Brasília (UnB) também aderiram à paralisação. Uma das entradas do Instituto Central de Ciências (ICC) Norte foi fechada com cadeados, e uma barricada de cadeiras foi montada.

A medida, segundo a Associação de Docentes da UnB e técnicos administrativos, é "simbólica".

Em nota, a universidade afirmou que "os movimentos estudantis e sindicais têm autonomia para se organizar e realizar mobilizações". Segundo a instituição, não há previsão de alterações no calendário acadêmico.

 

SaúdeBRASÍLIA, 8h50: fachada do ambulatório do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) nesta sexta-feira (14) — Foto: Marília Marques/G1

 

O G1 esteve no ambulatório do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) nesta manhã. Na unidade, pacientes reclamavam da falta de funcionários, já que muitos servidores não chegaram ao local por causa da paralisação do transporte público. Apesar disso, as consultas eletivas foram mantidas.

Bancos

 

Em Taguatinga, uma agência da Caixa Econômica Federal, na QND 21, colocou um aviso informando a população sobre o fechamento do estabelecimento por causa da paralisação desta sexta-feira.

Na agência da C12 de Taguatinga Centro, cartazes colados nas portas do local alertavam a população sobre a greve. Apesar do comunicado, os serviços funcionavam normalmente às 11h30. Uma agência do Bradesco, na mesma região administrativa, também não suspendeu as atividades.

Durante uma assembleia realizada no Sindicato dos Bancários, em Brasília, na segunda-feira (10), a categoria decidiu cruzar os braços.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirmou que o não funcionamento de agências é "pontual".

De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), "trabalhadores de todas as regiões do país paralisaram as suas atividades e realizam atos durante esta sexta-feira". Não foi informado, porém, um balanço sobre o número de agências fechadas.

Na agência da C12 de Taguatinga Centro, cartazes colados nas portas do local alertavam a população sobre a greve. Apesar do comunicado, os serviços funcionavam normalmente às 11h30. Uma agência do Bradesco, na mesma região administrativa, também não suspendeu as atividades.

Durante uma assembleia realizada no Sindicato dos Bancários, em Brasília, na segunda-feira (10), a categoria decidiu cruzar os braços.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirmou que o não funcionamento de agências é "pontual".

De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), "trabalhadores de todas as regiões do país paralisaram as suas atividades e realizam atos durante esta sexta-feira". Não foi informado, porém, um balanço sobre o número de agências fechadas.

 

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