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COPA AMÉRICA: Polícia de Brasília investiga grupo que vendia ingressos falsos pela internet

Bilhetes para partidas eram anunciados no Facebook; valores variavam de R$ 140 a R$ 500. Vítimas foram identificadas no Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins.

A Polícia Civil do Distrito Federal cumpriu mandados de busca e apreensão, na manhã desta terça-feira (18), contra três pessoas suspeitas de vender ingressos falsos para partidas da Copa América.

Os mandados foram cumpridos em endereços de Ceilândia, Gama e Riacho Fundo.

Os agentes apreenderam celulares durante a operação.

Ninguém foi preso.

Segundo a investigação, os bilhetes dos jogos eram anunciados pelas redes sociais em um perfil falso na internet (entenda abaixo).

 

Os preços variavam de R$ 140 a R$ 500 - valores superiores aos divulgados no site oficial do torneio de futebol masculino.

 

"As vítimas optavam pelas redes sociais pela comodidade, porque achavam mais fácil receber ingressos em casa e não precisar fazer cadastro no site", explicou o delegado Wisllei Salomão, da Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Ordem Tributária e a Fraudes (Corf).

Durante a investigação, a Polícia Civil também identificou uma conta corrente em nome de um servidor público federal, morador de Brasília. A conta seria usada para receber o pagamento pelos ingressos falsos.


Duas mulheres também são suspeitas do crime. Elas teriam usado quatro perfis falsos nas redes sociais para anunciar os bilhetes. Uma delas chegou a ser presa em 2015 pelo crime de tráfico drogas.

Até a manhã desta terça (18), nove vítimas tinham sido identificadas em três estados. São moradores do Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins. Sete pessoas prestaram depoimentos.

O caso é investigado como estelionato e organização criminosa. Se comprovada a participação do grupo, a pena pode chegar a cinco anos de prisão.

Investigação

 

De acordo com o delegado responsável pelo caso, os suspeitos usavam perfis falsos de mulheres e anunciavam os ingressos pelas redes sociais.


Na internet, interessados faziam contato por mensagens e, então, a compra era fechada, explicou Salomão.

"Após a transferência bancária, os suspeitos enviavam um voucher para o e-mail das vítimas, mas quando elas iam trocar por ingressos no site oficial, percebiam que eram falsos" (veja foto acima).

A investigação começou em março, mas a suspeita é de que o grupo agia desde fevereiro. A polícia ainda não tem o balanço de quanto o esquema movimentou nesse período.

A Polícia Civil busca por outras vítimas do golpe. Pessoas lesadas podem registrar a ocorrência na delegacia.

 

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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