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FILHAS DO JOAQUIM: TJ-DF condena Jaqueline e Weslliane Roriz por lavagem de dinheiro

A 2ª Vara Criminal de Brasília condenou no início desta semana a ex-deputada federal Jaqueline Roriz e Weslliane Roriz (na foto, ladeando Liliane), filhas do ex-governador Joaquim Roriz, a três anos de prisão em regime aberto e ao pagamento de multa pelo crime de lavagem de dinheiro.

 

Conforme a denúncia do Ministério Público do Distrito Federal (MP-DF), o ex-chefe do Palácio do Buriti interferiu no processo de liberação de um empréstimo do BRB, no valor de R$ 6,7 milhões, aos irmãos Cortopassi para a construção do Residencial Monet, em Águas Claras.

Em troca, teria recebido 12 apartamentos no empreendimento, que foram distribuídos entre seus familiares.

O JUIZ MÁRCIO EVANGELISTA FERREIRA DA SILVA AINDA SENTENCIOU OS EMPRESÁRIOS ROBERTO E RENATO CORTOPASSI A 5 ANOS E 8 MESES DE PRISÃO EM REGIME SEMIABERTO E À QUITAÇÃO DE MULTA PELOS CRIMES DE CORRUPÇÃO ATIVA E LAVAGEM DE DINHEIRO.

OS EX-DIRIGENTES DO BRB FRANKLIM MOURA, ANTÔNIO CARDOZO E GERALDO RUI PEREIRA FORAM CONDENADOS POR CORRUPÇÃO PASSIVA E LAVAGEM DE DINHEIRO A 2 ANOS E 8 MESES DE RECLUSÃO EM REGIME ABERTO E AO PAGAMENTO DE MULTA.

Resultado de imagem para liliane rorizEm janeiro deste ano, pelo mesmo episódio, o Conselho Especial do TJ-DF absolveu a ex-distrital Liliane Roriz da denúncia de lavagem de dinheiro. Morto em setembro de 2018, Joaquim Roriz teve a punibilidade extinta. Na área cível, todos os denunciados foram absolvidos no âmbito da ação de improbidade administrativa.

 

Esquema

A ação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), sob o comando do promotor Clayton Germano, aponta que Roberto e Renato Cortopassi teriam recorrido ao então governador Roriz em busca de ajuda com os empréstimos.

 

Os recursos foram usados para a construção de duas torres de 16 andares, com 48 apartamentos cada uma. “Como contraprestação pela intervenção realizada junto aos dirigentes do BRB, o réu Joaquim Roriz teria recebido 12 apartamentos no referido condomínio , sob intermédio de suas filhas, Jaqueline Maria Roriz, Liliane Maria Roriz e Weslliane Maria Roriz Neuls, seu neto Rodrigo Domingos Roriz Abreu, e da empresa JJL Administração e Participação, representada por sua filha Weslliane”, diz trecho da acusação.


O MP alega que a operação foi disfarçada por meio da empresa Coss Construção Ltda, que teria realizado o negócio de compra e venda de maneira fictícia junto à WRJ Engenharia.

A investigação do caso começou com a Operação Aquarela, conduzida pelo Gaeco. A ação, deflagrada em junho de 2007, incluiu o cumprimento de mandados de busca e apreensão e a prisão do ex-presidente do BRB Franklim Moura.

A investigação apurou crimes contra a administração pública, fraude à licitação, peculato, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

As investigações da operação Caixa de Pandora também subsidiaram o processo.

 

Outro lado

José Milton Ferreira, advogado de Jaqueline e Wesliane Roriz, disse não ter conhecimento do teor da sentença mas afirmou que está “profundamente impressionado e indignado com a condenação”.

“Essa matéria foi julgada em uma ação civil pública, com a absolvição de todos, e foi analisada também pelo Conselho Especial do Tribunal de Justiça, que absolveu Liliane Roriz. A situação é a mesma”, argumenta Ferreira.

“Vamos recorrer para questionar onde o magistrado teria buscado fundamentos para a condenação, porque no processo não existe nenhum elemento”, acrescenta o advogado. Júlio César de Souza Lima, defensor dos irmãos Cortopassi, adiantou que vai recorrer, mas não quis comentar detalhes da sentença porque ainda não teve acesso ao teor do documento. A reportagem não localizou as defesas dos ex-dirigentes do BRB.

 

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