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ARQUIVE-SE: Justiça do DF arquiva denúncia de jornalista contra Eduardo Bolsonaro por ameaça e injúria

Autora da queixa não foi encontrada para intimação. Polícia encontrou indícios de manipulação de provas. Ela é a mesma de denuncia contra o federal Marco Feliciano

O juiz Pedro de Araújo Yung-Tay Neto, do 3º Juizado Especial Criminal de Brasília, arquivou denúncia da jornalista Patrícia Lelis contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Ela o acusava de ameaça e injúria. Cabe recurso da decisão.

Segundo o magistrado, apesar de ter registrado a queixa, a jornalista não foi encontrada no endereço cadastrado e nem se apresentou à Justiça. Além disso, o juiz entendeu não haver provas suficientes para a instauração de uma ação penal sobre o caso.

Acusações

 

Na denúncia, a jornalista alegava que o parlamentar havia a ameaçado por meio de mensagens em um aplicativo, em 2017. Segundo Patrícia Lelis, Eduardo Bolsonaro publicou em uma rede social que os dois estavam namorando, o que a jornalista teria negado.Resultado de imagem para EDUARDO BOLSONARO

O parlamentar, então, teria feito ameaças, dizendo por meio de mensagens que “iria acabar com a vida dela e que ela iria se arrepender de ter nascido”.

De acordo com Lelis, Eduardo Bolsonaro também teria usado palavras de baixo calão com a finalidade de prejudicar sua imagem. O deputado federal sempre negou todas as acusações.

Após o registro da ocorrência, uma perícia feita pela Polícia Civil do Distrito Federal encontrou alterações e indícios de simulação nas mensagens apresentadas por Lelis como provas das ameaças. O documento conclui ser “possível que a conversação registrada seja uma simulação”.

 

"Desinteresse"

 

O caso inicialmente foi enviado para o Supremo Tribunal Federal (STF), porque Eduardo Bolsonaro tem foro privilegiado. No entanto, foi encaminhado à Justiça do DF após a restrição do benefício.

Durante a tramitação do processo na Justiça, o juiz tentou intimar Patrícia Lelis, mas ela não foi encontrada nos endereços fornecidos. Depois, foi constatado que ela está morando em Washington, nos Estados Unidos, mas a localização exata não foi encontrada.

Patrícia Lélis — Foto: reprodução GloboNews

Patrícia Lélis 

 

Ao arquivar o processo, o juiz Pedro de Araújo Yung-Tay Neto afirma que a jornalista sabia que “o fornecimento incorreto do endereço, assim como sua eventual mudança sem a devida comunicação acarretará o arquivamento do feito por renúncia tácita em juízo”.

Ainda de acordo com o magistrado, “pelo que dos autos consta, resta inequívoco o desinteresse da suposta vítima na entrega do seu aparelho celular para a realização da perícia, impossibilitando, assim, e como já dito, a continuidade das investigações”.

 

Outro casoResultado de imagem para Patrícia Lélis

 

Em 2016, a jornalista Patrícia Lelis foi indiciada por denunciação caluniosa e extorsão, em São Paulo. À ocasião, ela acusou o deputado federal Marco Feliciano de estupro e cárcere privado. As investigações, no entanto, não encontraram evidência de quaisquer crimes. Um laudo da Polícia Civil realizado à época apontou que a jornalista era “mitomaníaca”.

 

Fonte: *Via G1/Clipping

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