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SEM TRAMBIQUEIROS: Reguffe usa caso Ruby para cobrar aprovação de lei sobre cirurgias

Senador fez balanço semestral do mandato e criticou demora para análise da sua proposta, que coibiria ação de ex-servidora do HRT

O senador José Antônio Reguffe (sem partido-DF) cobrou a aprovação na Câmara dos Deputados de matéria de sua autoria que obriga os governos a disponibilizarem, pela internet, a lista oficial da fila de pacientes que aguardam por cirurgias eletivas na rede pública de saúde.

Os procedimentos são aqueles classificados pela equipe médica como não emergenciais.

Resultado de imagem para RUBY HRTReguffe destacou as investigações realizadas contra a enfermeira Ruby Lopes, ex-servidora do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), acusada pelo Ministério Público do Distrito Federal (MP-DF) e Polícia Civil de vender vagas na fila de cirurgias para pacientes de baixa renda. O projeto prevê o controle por meio do número do RG.

“Se a lei já estivesse em vigor, ficaria impossibilitado ou mesmo muito difícil esse tipo de prática”, pontuou.


A declaração foi dada durante discurso sobre a prestação de contas de mandato do parlamentar. Segundo ele, desde que que tomou posse – em 2015 –, apresentou 11 propostas de emenda à Constituição (PEC), além de outras 45 matérias, entre projetos de lei e projetos de resolução.

 

No total, três dessas proposições, entre elas a da lista limpa das cirurgias, foram aprovadas pelo Senado Federal e seguiram para a apreciação da Câmara dos Deputados, onde aguardam análise. O senador esteve presente em todas as sessões deliberativas ordinárias realizadas em plenário.

Durante o pronunciamento, Reguffe disse ter destinado recursos para a compra de 14 ambulâncias equipadas para o Serviço de Atendimento Médico de Emergência (SAMU), viaturas da polícia e do Corpo de Bombeiros e, ainda, verbas para reforço das escolas públicas. “Eu me orgulho muito de ter honrado e cumprido tudo o que escrevi no meu panfleto de campanha, que eu mesmo distribuía nas ruas, de mão em mão”, disse à coluna.

Economia

Reguffe calcula ter economizado mais de R$ 16,7 milhões desde que estreou no Senado, já que abriu mão de benefícios garantidos aos senadores, como cotas de passagem, plano de saúde e equipe de gabinete – ele possui apenas oito assessores. Em alguns casos, outros parlamentares se aproximam de 90 servidores comissionados à disposição.

 

Fonte: *Via JanelaIndiscreta/Metropole/Clipping

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