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SEM PROCEDIMENTOS: Sem autorização da Secretaria de Saúde, médica anuncia suspensão de cirurgias no HRC

Cartaz afixado na porta do centro cirúrgico informava ao SAMU e ao Corpo de Bombeiros que unidade não receberia pacientes graves

Uma médica do Hospital Regional de Ceilândia (HRC) pregou um cartaz na porta do centro cirúrgico da unidade informando que a admissão de novos pacientes a casos graves está suspensa.

 

O setor administrativo da unidade também informou a restrição aos serviços de emergência do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU ).

Segundo a Secretaria de Saúde, o aviso foi afixado sem autorização. A pasta, no entanto, reconhece que o hospital atende mais pacientes do que suporta.

 

“O HRC está operando acima da capacidade. Porém, não existe indicativo para restrição do atendimento a casos graves”, informou o órgão, em nota.

A secretaria informou que o cartaz foi retirado e a conduta da servidora que redigiu, carimbou e assinou o cartaz será investigada.

Ela poderá responder a processo administrativo.

De acordo com a Secretaria de Saúde, quando necessário, o paciente pode ser removido para unidade de referência hospitalar em ambulância adequada, com acompanhamento de equipe médica especializada.

O responsável pela central de regulação do SAMU confirmou à reportagem que o HRC relatou o cenário de restrição quanto a pacientes graves.

A assessoria de imprensa do Corpo de Bombeiros alegou, por telefone, que não poderia responder à demanda nesta segunda-feira.

O que diz o cartaz feito pela médica?

 

"A cirurgia geral está com atendimento restrito, pois não há a possibilidade de operar e admitir pacientes graves em sala vermelha, pois o centro cirúrgico está com paciente grave aguardo leito de UTI.

Qualquer funcionário, que mobilizar paciente de atendimento cirúrgico dos pacientes potencialmente cirúrgicos, politraumatizados, com fraturas, graves, será, devidamente, responsabilizado pelos danos ao paciente e retardo em seu tratamento. Será notificado no prontuário e responderar pelos seus atos (sic)."

 

Falta de macas

 

Servidores do SAMU dizem que o Hospital de Ceilândia está retendo as macas que chegam com pacientes porque não tem onde colocá-los.

Um socorrista, que não quis ser identificado, disse à reportagem da TV Globo que na manhã desta segunda-feira (12) quatro ambulâncias que atendem a região ficaram paradas porque as macas não tinham sido devolvidas.

O Corpo de Bombeiros informou que a área cirúrgica do HRC está com restrições de atendimento desde a última quinta (8). Mas a corporação explicou que o recebimento de pacientes não havia sido prejudicada.

Segundo ps bombeiros, as ocorrências atendidas são administradas por um médico na Central de Regulação do SAMU – responsável por coordenar todo o transporte hospitalar no Distrito Federal.

"Essa central avalia o tipo clínico de cada ocorrência e determina para qual hospital a vítima deve ser levada."

 

O que diz a Secretaria de Saúde?

 

"A Superintendência da Região Oeste informa que o aviso foi colocado por uma médica, sem o conhecimento ou autorização da direção do Hospital Regional de Ceilândia.

O HRC está operando acima da capacidade. Porém, não existe indicativo para restrição do atendimento a casos graves. Vale ressaltar que a Região Oeste conta com a retaguarda da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ceilândia e de todas as unidades da rede da Secretaria de Saúde.

A Superintendência destaca, ainda, que a remoção de pacientes graves é responsabilidade do médico. Quando necessário, o paciente pode ser removido para unidade de referência hospitalar, em ambulância adequada, com acompanhamento de equipe médica especializada."

 

 

Fonte: *Via Metropole/Clipping

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