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RÁPIDO BRASILIA: Grupo que controlou transporte da Grande Brasília por 40 anos tem falência decretada

Justiça mandou bloquear contas bancárias e veículos do Grupo Amaral. Herdeiro das empresas colocou culpa no GDF, que não se posicionou.

A Justiça do Distrito Federal decretou a falência do grupo Amaral, que durante quase 40 anos explorou o serviço de transporte público na capital. A Vara de Falências tomou a decisão por entender que estava confirmado o “estado de insolvência das empresas”.


Herdeiro do grupo, Valmir Amaral (FOTO) disse considerar a situação “lamentável” e colocou a culpa no governo do DF, que interveio em empresas da família em 2013. O GDF informou que vai analisar o caso. Cabe recurso.


Credores do grupo devem apresentar documentos justificando a dívida das empresas. Os estabelecimentos comerciais terão de ser lacrados, com todos os bens discriminados. A Justiça também determinou o bloqueio de contas bancárias e veículos do Grupo Amaral.


Pela decisão, as empresas Santo Antônio Transporte e Turismo Ltda, Rápido Girassol Transportes Ltda, Expresso Rota Federal Transportes Ltda, Santo Antônio de Veículos Ltda, Rápido Santo Antônio Ltda, Jat Aerotaxi Ltda, Viação Valmir Amaral Ltda são consideradas falidas.

Ônibus do Grupo Amaral, que sofreu intervenção do GFF, em garagem da empresa, em Brasília (Foto: G1/reprodução)Segundo a Justiça, essas empresas fizeram “pedido de autofalência” alegando que têm “responsa-bilidade solidária quanto às dívidas da falida Rá-pido

Bra-sília Trans-portes e Turismo Ltda”. O Ministério Público já havia pedido que as empresas sejam consideradas falidas, informou o Tribunal de Justiça do Distrito Federal.


 “Quando você tem um grupo, se uma falir, ela leva as outras à falência. O problema é que não posso consertar isso porque ela ficou sob intervenção do GDF”, disse ao G1 o empresário Valmir Amaral. Ele adiantou que vai dar essa justificativa à Justiça.

“É uma situação lamentável para um grupo que tinha 5 mil colegas de trabalho. Os próprios funcionários ficaram decepcionados com essa situação. Encontram comigo e choram”, disse Amalar. “Meu pai, minha mãe e eu lutamos 50 anos para chegar onde a gente chegou.”


Fachada do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (Foto: Raquel Morais/G1)Fachada do Tribunal de Justiça do Distrito Federal 

Inter-venção
Em fevereiro de 2013, o GDF assimiu três empresas de transporte coletivo do grupo, por um gasto de aproximadamente R$ 55 milhões, apó supostas falhas na prestação do serviço.


À época, o presidente da Sociedade de Transportes Coletivos (TCB), Carlos Alberto Koch, disse que o faturamento da empresa foi de cerca de R$ 20 milhões no período, o que significa que R$ 35 milhões foram bancados pelo GDF. "[Com o grupo] Amaral, o governo gastou mais ou menos até R$ 55 milhões, e do caixa de faturamento R$ 20 milhões e pouco",  disse Koch.

Valmir Amaral tem classificado a intervenção como "ato injusto, arbitrário e ilegal”. “Eles acabaram com a empresa, destruíram, acabaram com tudo, tudo roubado, pneu, motor, ônibus, almoxarifado, tudo. Não tem mais o que devolver para mim. Dos 402 ônibus, foi tudo roubado”, afirmou Amaral. “Não quero mais nada, não. Não vou pegar empresa para trás. Quatro peritos já fizeram os cálculos [da indenização que o empresário diz ter direito a receber].”


Na época da intervenção, o governador Agnelo Queiroz justificou a medida dizendo que era a maneira de garantir a prestação de serviço à população. “Estivemos em contato constante com a empresa, fizemos um esforço por meses seguidos, fizemos um TAC [Termo de Ajustamento de Conduta], junto ao Ministério Público. A empresa assegurou que aumentaria a frota e o que aconteceu foi o contrário", disse.


Outra intervenção
No mesmo ano, o GDF assumiu o controle de três empresas do Grupo Canhedo – Viplan, Lotáxi, e Condor – , que operam 30% do transporte coletivo na Grande Brasília.


Na época, o ex-secretário de Transportes José Valter Vasquez disse que a assunção das empresas do grupo Canhedo era diferente do Grupo Amaral. "Essa intervenção vai ter muito mais custo propriamente nas demissões dos operadores do que na operação, uma vez que a receita do grupo é mais do que suficiente para fazer frente à operação", disse Vasquez na ocasião.

 

Fonte: *G1 - Clipping

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