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AVE-BRANCA: Após denúncias de assédio, Educação afasta professor de escola de Taguatinga

Nesta terça-feira, alunas organizaram ato pedindo a saída efetiva do docente

Um professor substituto que lecionava no Centro de Ensino Médio Ave Branca (CEMAB), de Taguatinga, foi afastado pela Secretaria de Educação após ser acusado de cometer assédios sexuais dentro de sala de aula contra estudantes da unidade pública de ensino.

 

As denúncias levaram as alunas a organizarem um protesto, nesta terça-feira, contra o docente.

De acordo com os relatos das estudantes, o servidor “dirigia olhares maliciosos” e fazia “comentários maldosos” a adolescentes com idades entre 17 e 19 anos. Aos gritos de “Assédio aqui não”, as alunas pediam a saída efetiva do professor.


Durante o ato, realizado no pátio da unidade educacional, as estudantes distribuíram livros com as denúncias das adolescentes supostamente assediadas pelo professor.

O material traz, pelo menos, cinco casos. Uma delas conta ter sido chamada de “delícia” pelo professor.

OUTRA ESTUDANTE, DE MESMA IDADE, CONTOU QUE O SERVIDOR TERIA ELOGIADO SUA COXA. “ME VIU DE CALÇA RASGADA E DISSE NA FRENTE DA TURMA INTEIRA QUE EU TENHO UM COXÃO, ALÉM DAS PIADINHAS QUE ELE JOGAVA PARA CIMA DE MIM, FALANDO SOBRE NAMORO, ME CHAMANDO DE LINDA. ME DISSERAM QUE QUANDO EU VIRAVA AS COSTAS, ELE OLHAVA PARA A MINHA BUNDA”.

Outro lado

Procurada pela reportagem, a Secretaria de Educação do GDF informou que a Coordenação Regional de Taguatinga está investigando o suposto assédio envolvendo o professor temporário.

 

De acordo com a pasta, a escola recebeu a denúncia na semana passada e decidiu pelo afastamento preventivo do docente, na sexta-feira, até que o caso seja apurado. O nome não foi divulgado.

A Educação acrescentou que, após os episódios, o CEMAB “tem desenvolvido diversos debates com os estudantes com palestras, discussões em sala de aula e outras atividades sobre assédio moral e sexual”.

Demissões

Em agosto deste ano,  revelamos que 110 servidores públicos foram demitidos acusados de cometerem infrações graves. Segundo levantamento feito pela Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF), as denúncias incluíam assédio sexual em escolas, apresentação de atestados falsos, improbidade administrativa, além de funcionários públicos que tinham empresas, acumulações indevidas de cargos e de vantagem.


Em um dos casos que gerou demissão, segundo a CGDF, um professor abusou de uma menor por um ano. Ela não era sua aluna, mas estudava na mesma escola na qual ele lecionava.

 

A mãe da menina, que era conhecida da esposa do professor, teve problemas com o uso de drogas e precisou se internar.

Durante o período, ele abusou da adolescente. Quando a mãe saiu da clínica, a garota contou tudo para ela, que denunciou o professor. O homem foi condenado a 14 anos de reclusão e está preso.

Outro processo julgado que gerou demissão foi o de uma aluna surda, de uma escola especial da Grande Brasília, que pegou carona com um professor e, no meio do caminho, ele a assediou sexualmente e manteve relações sexuais com ela. Depois, ela contou para a mãe, que fez a denúncia.

 

Fonte: *Via Metropole/Clipping

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