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ÉRIKA KOKAY: Na Câmara, deputada petista pede a prisão de Sergio Moro e Deltan Dallagnol

Erika Kokay citou Lula e disse que se trata de "assegurar a liberdade de quem deveria estar livre e a prisão de quem deveria estar preso"

A deputada federal Érika Kokay (PT-DF) sugeriu, nesta terça-feira, a prisão do ministro da Justiça, Sergio Moro, e do coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba (PR), Deltan Dallagnol.

 

A declaração ocorreu durante audiência pública da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados sobre possíveis irregularidades ocorridas no decorrer das investigações.

Após pedir primeiramente o afastamento de Moro e de Dallagnol, Kokay foi além e comparou a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com a liberdade dos integrantes da Lava-Jato.

 

“Devemos ter uma determinação de buscarmos as investigações: o afastamento imediato do senhor Dallagnol e o afastamento de Moro. E eu concluo fazendo minhas as palavras do [ex-presidente Lula]: ‘Eu estou aqui e os canalhas estão livres’. O que se trata neste momento é assegurar a liberdade de quem deveria estar livre e a prisão de quem deveria estar preso”, insistiu.


No conta oficial do Twitter, a própria deputada divulgou um vídeo pedindo a prisão do ministro e do procurador federal. Veja o post:

Em audiência que debateu ilegalidades da Lava Jato, hoje, na Câmara, a deputada Erika Kokay pede a prisão de Moro e Dallagnol.

Ambos cometeram crimes no âmbito da operação e não podem ficar impunes.

95 pessoas estão falando sobre isso

 

Um dos jornalistas responsáveis pelas matérias divulgadas pelo site The Intercept Brasil, Leandro Damori, disse aos deputados presentes na oitiva desta terça-feira que é “assustador” o fato de que, após a divulgação de tantas mensagens pela chamada “Vazajato”, nenhuma autoridade tenha iniciado alguma ação em relação aos procedimentos de membros da Força Tarefa da Lava-Jato. Para a reunião parlamentar, Deltan Dallagnol também havia sido convidado, mas não compareceu.

Vazajato foi o nome dado pelo Intercept e por outros oito veículos de comunicação à série de reportagens sobre a interceptação de mensagens de celulares trocadas entre procuradores da operação e também com o ex-juiz e hoje ministro da Justiça, Sérgio Moro.

 

Fonte: *Via Metropole/Clipping

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