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RECICLAGEM: SLU amplia coleta seletiva para todo o Distrito Federal a partir desta quinta

Hoje, o serviço é prestado em 25 localidades da Grande Brasília e atende 52% da população. Sistema será implementado gradativamente

À partir desta quinta-feira (10), a coleta seletiva da Grande Brasília será ampliada e deve atingir 100% das diversas cidades-satélites, segundo o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), até o fim deste ano.

 

De fora, ficarão apenas as áreas rurais, onde a quantidade separada e recolhida ainda é pequena diante do investimento.

De acordo com o órgão, novo contrato com três empresas prestadoras de serviço de coleta de lixo e limpeza — uma delas portuguesa — vai permitir a ampliação do trabalho.

A validade da parceria é de cinco anos.

Serão 1.039 veículos e equipamentos novos na cidade.

Além da seletiva, as empresas Sustentare, Valor Ambiental e Consita cuidarão da coleta e do transporte de resíduos sólidos domiciliares.

Além disso, atenderão coleta manual e mecanizada e da remoção de entulhos; varrição manual e mecanizada de vias e espaços públicos; lavagem e limpeza de equipamentos; e pintura mecanizada de meios-fios, entre outras ações de limpeza.

Para o presidente do SLU no Distrito Federal, Felix Palazzo, é preciso melhorar o ranking de Brasília no descarte do lixo.

 

Ele afirma que a cidade está acima da média nacional. Entretanto, precisa e deve aperfeiçoar a relação com o lixo que produz. Isso significa dar destino correto a ele e não sujando os lugares por onde se passa.

“Queremos ganhar o coração e a mente da população para que ela nos ajude a manter a cidade mais limpa. Até porque, lugar limpo é o que menos se suja.”

Lixo convencional

A passagem dos caminhões para recolhimento do lixo convencional em todas as localidades do Distrito Federal se dará em dias alternados — e não mais diariamente, como acontece em muitas delas.

 

Isso deve gerar economia e manter a organização na prestação do serviço.

“Atualmente, apenas 35% de todo o 'quadrilátero' tem coleta diariamente. Com esses novos contratos, a convencional passará a ser em dias alternados”, explicou o SLU.

Um calendário é elaborado pelo órgão e, futuramente, será informado à população. Haverá dias e caminhões diferentes para recolher o lixo orgânico, que vai para o aterro, e o seco, destinado à reciclagem.


Além da coleta porta a porta feita pelos caminhões, o SLU instalará 244 pontos públicos de entrega voluntária. Agora, só há pontos em locais particulares, como supermercados que trabalham com as cooperativas de catadores.

O Distrito Federal ganhará também 21.086 lixeiras novas e 382 contêineres semi-enterrados para garantir a coleta convencional em áreas de difícil acesso.

Licitação

Após um primeiro edital, feito em 2017 e barrado pelo Tribunal de Contas  (TC-DF), o SLU lançou nova concorrência em abril de 2018.

 

O custo total estimado foi de R$ 2,09 bilhões, com adequações às determinações do tribunal.

De novo, o órgão pediu esclarecimentos e modificações que levaram o GDF a firmar contratos de emergência sem licitação.

 

Liberada em maio deste ano, a concorrência custou total de R$ 1,68 bilhão, ou seja, diminuição de cerca de 20%.

 

Fonte: *Via Metropole/Clipping

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