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RAPIDEZ, EFICIÊNCIA, TRANSPARÊNCIA: Governo discute uso de inteligência artificial para desburocratizar atendimento

Serviços de caráter repetitivo como os prestados pelo Detran, que podem ser substituídos pela automatização, deverão ser modernizados

 

Rapidez, transparência e eficiência são o que o cidadão mais espera ao buscar atendimento em um órgão público.

 

Com este propósito, e em busca da melhoria da qualidade do serviço prestado em Brasília, o Governo do Distrito Federal (GDF) discute a implementação da inteligência artificial (IA), já bastante aplicada na iniciativa privada, em prol do atendimento à comunidade.


Nesse sentido, foi realizado nesta sexta-feira (8), em Brasília, o seminário internacional Os Desafios da Contratação GovTech no Brasil – os caminhos para adoção de soluções de Inteligência Artificial pelo Poder Público. O evento transcorreu na sede do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP).

Valdetário: discurso contra “relações lentas, burocráticas e desgastantes para o cidadão” 


O propósito é quebrar as barreiras da burocracia, tão questionada por quem busca o serviço público, e gerar economicidade aos cofres do Executivo, promovendo eficiência ao Estado.

 

 O Estado mais perto do cidadão é uma das metas do plano estratégico do GDF 2019-2060, no Eixo Gestão Estratégica.

O seminário foi promovido pela Procuradoria-Geral do Distrito Federal e pela Fundação de Apoio à Pesquisa do DF (FAPDF), com apoio da Secretaria Extraordinária de Relações Internacionais. A ocasião serviu para que os diversos órgãos públicos do Distrito Federal pudessem debater a implementação da inteligência artificial no médio prazo.

O que é GovTech

O termo GovTech tem sido conceituado como o conjunto de soluções inovadoras que possibilitam às instituições públicas exercerem suas competências mediante o uso de ferramentas digitais, bem como de novas tecnologias, relacionadas à análise e geração de dados.

 

Ele é caracterizado, entre outros elementos, pela capacidade de máquinas literalmente aprenderem – daí o termo inteligência artificial.

A ideia é que a tecnologia não seja utilizada somente como uma forma de ajudar o cidadão na vida privada, a exemplo do que já é feito por aplicativos de entrega de comida, de transporte particular ou de hospedagem.


“Temos capacidade de implementá-la também no governo, para que essas relações lentas, burocráticas e desgastantes para o cidadão tornem-se mais ágeis e eficientes”, aposta o secretário da Casa Civil, Valdetário Monteiro, citando o Detran como exemplo de futuro avanço de atendimento.

 

Sede do IDP recebeu membros do GDF e especialistas em inteligência artificial nesta sexta 

 

Idealizador do seminário, o procurador-geral adjunto da Fazenda Distrital, Flávio Jardim, lembra que no Judiciário o reflexo da aplicação da inteligência artificial dará agilidade à tramitação de processos no órgão. “Isso porque servidores voltados a ações burocráticas poderão ser redirecionados a outras funções, melhorando ainda mais.”


Com o apoio do Banco de Brasília (BRB), o seminário reuniu autoridades do Poder Judiciário brasileiro, como o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, embaixadores e estudiosos do tema da inteligência artificial.

 

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