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"NÃOOO VAI TER GOLPEEE": Movimentos sociais protestam em Brasília contra impeachment de Dilma

Ato ocorre no mesmo dia em que defesa da presidente fala na Câmara. Movimentos sociais contrataram ônibus; concentração foi no estádio.

Integrantes de movimentos sociais marcharam do estádio Mané Garrincha até o Congresso Nacional na tarde desta quinta-feira (31) em protesto contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Eles ocuparam as faixas do Eixo Monumental – que já tinha o trânsito bloqueado desde as 16h – com gritos de "o povo unido jamais será vencido" e "não vai ter golpe, vai ter luta".

Manifestantes que apoiam a presidente Dilma Rousseff iniciam marcha em Brasília entre o Estádio Mané Garrincha e o Congresso Nacional (Foto: Alexandre Bastos/G1)

 

 

Manifes-tantes que apoiam a presidente Dilma Rousseff iniciam marcha em Brasília entre o Estádio Mané Garrincha e o Congresso Nacional 

 

Outros grupos de manifes-tantes já estavam no gramado do Congresso e em frente ao Ministério das Cidades quando a passeata teve início. Às 16h, a Polícia Militar estimava a presença de 10 mil pessoas nos atos. Os movimentos sociais que comandam o protesto disseram, por volta de 16h50, calcular a adesão de 50 mil pessoas.

Manifestantes hasteiam símbolo da FNL na Alameda das Bandeiras (Foto: Mateus Rodrigues/G1)Manifes-tantes hasteiam símbolo da FNL na Alameda das Bandeiras 

Por volta das 15h, integrantes da manifestação removeram a bandeira do estado do Ceará na Alameda das Bandeiras e hastearam a da Frente Nacional de Luta (FNL). Eles também aproveitaram para conhecer a Catedral Metropolitana de Brasília.

Crianças tomam banho no espelho do Congresso Nacional antes de início de ato contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff (Foto: Fernando Caixeta/G1)Crianças tomam banho no espelho do Congresso Nacional antes de início de ato contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff 

A concentração começou por volta de 6h no Estádio Mané Garrincha, que fica a cerca de cinco quilômetros do Congresso Nacional. Ônibus contratados pelos movimentos sociais levaram os manifestantes e ficaram estacionados no local. Ambulantes aproveitaram a ocasião para comercializar lanches e artigos temáticos do Partido dos Trabalhadores.

Baloes da CTB e da CUT (ao fundo) em frente ao Mané Garrincha, em Brasília (Foto: Mateus Rodrigues/G1)Baloes da CTB e da CUT (ao fundo) em frente ao Mané Garrincha, em Brasília

Quem não vestia as cores do movimento ganhou coletes e bonés vermelhos da CUT. Os militantes estenderam faixas no estacionamento do estádio. Entre as mensagens estavam “em defesa da democracia: golpe nunca mais”, “somos todas Margaridas” e “o alvo do impeachment é a classe trabalhadora”. Também havia críticas a políticos do PSDB e aliados.

Fila para distribuição de marmitas, no protesto da FNL (Foto: Mateus Rodrigues/G1)Fila para distribuição de marmitas, no protesto da FNL

O ato reúne membros de diferentes movimentos sociais de cidades mineiras, baianas, paraibanas e pernam-bucanas. Há bandeiras da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Frente Nacional de Luta (FNL), Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais (Contag), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), União da Juventude Socialista (UJS), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e sindicatos estaduais de metalúrgicos e trabalhadores rurais.

Manifestantes vendem camisa com dizeres defendendo Luca a R$ 20  (Foto: Mateus Rodrigues/G1)Manifes-tantes vendem camisa com dizeres defendendo Lula a R$ 20

 

 

 

Indígenas da etnia xakriabá, do norte de Minas Gerais, também participaram do ato. Por causa da manifes-tação, todos os retornos da Esplanada dos Ministérios – à exceção da passagem da Alameda dos Estados – foram bloqueados desde o início da manhã. A opção para motoristas é trafegar pelo Buraco do Tatu ou pela plataforma superior da Rodoviária do Plano Piloto.

Indígenas pintam rosto durante ato contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff (Foto: Alexandre Bastos/G1)Indígenas pintam rosto durante ato contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff 

De acordo com o Detran, por volta de 16h, a interdição na via N1 vai se estendeu para o trecho entre a W3 Norte e o Palácio do Buriti. Já na via S1, o bloqueio ocorreu entre o Tribunal de Justiça e a Esplanada dos Ministérios.

Congestionamento na área central de Brasília após bloqueio do Detran (Foto: Fabiano Bomfim/TV Globo)Conges-tionamento na área central de Brasília após bloqueio do Detran 

 

Pela manhã, um grupo usou faixas com mensagens contrárias ao impeachment para formar "Dilma fica" em frente ao Palácio do Planalto, enquanto outro grupo se deslocou ainda pela manhã para a frente do Banco Central, onde pediu o não pagamento da dívida pública – no valor de R$ 2,79 bilhões, segundo dados do Tesouro Nacional – e cobrou a realização da reforma agrária.

Manifestantes usam cartazes com mensagens contra impeachment para escrever nome da presidente Dilma Rousseff em Brasília (Foto: Mateus Rodrigues/G1)Manifes-tantes usam cartazes com mensagens contra impeachment para escrever nome da presidente Dilma Rousseff em Brasília 

Antes do almoço, os cerca de 300 manifes-tantes que ainda estavam no local desceram para o gramado do Congresso Nacional. Eles fecharam duas faixas do Eixo Monumental no trajeto. Ao chegar no local, os militantes estenderam faixas vermelhas, cor símbolo do PT, e se sentaram para almoçar. A temperatura era de 27 °C, e eles aproveitaram a sombra feita por placas e por um trio elétrico para tentar amenizar o calor.

Manifestantes a favor do governo Dilma Rousseff chegam ao Congresso Nacional (Foto: Fernando Caixeta/G1)Manifes-tantes a favor do