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CRIANÇAS PREJUDICADAS: Merendeiras de escolas públicas do fazem greve contra atraso do 13º

Funcionárias também reivindicam reajuste salarial e de vale alimentação. GDF diz que repassou dinheiro à empresa responsável na sexta-feira.

Merendeiras de escolas de jardim de infância e de ensino fundamental do Cruzeiro, da Asa Norte, do Lago Sul, de Sobradinho e do Guará entraram em greve na manhã desta segunda-feira (11) em protesto contra  atraso no pagamento do 13º salário.

 

 

Elas também pedem reajuste no tíquete alimentação, que teria sido prometido pela empresa Planalto, prestadora de serviços da Secretaria de Educação do Distrito Federal.


Em nota, a pasta afirma que repassou o dinheiro para a empresa na última sexta-feira e que "não existem débitos com a empresa em questão". O G1 tentou contato com a empresa Planalto, mas as ligações não foram atendidas.


As merendeiras afirmam que continuarão com a greve até que a situação seja resolvida. De acordo com as profissionais, não é a primeira vez que a empresa atrasa o pagamento do 13º salário.


"O 13º de 2014 só foi pago em agosto de 2015 e até agora estamos esperando o de 2015", afirma a merendeira do Centro de Ensino 4 do Cruzeiro Novo Patrícia Silva. "Estou com muita conta atrasada. Água, luz, gás. Fica muito difícil pra mim porque meu marido está desempregado", diz.


Patrícia conta que tem quatro filhos e que o reajuste no tíquete é necessário para que ela consiga comprar comida para a família. "Esse mês era para a gente receber R$ 1.604, e eu só recebi R$ 550", afirma.


A merendeira do Centro Educacional do Lago (CEL) Cilene de Carvalho diz que já procurou a dona da empresa, que afirma não ter recebido dinheiro o suficiente do GDF. "Ela diz que o governo não repassou o dinheiro e que ela não vai tirar do bolso dela. ela ameaça de demissão", declara. "Tem gente sendo despejada porque não consegue pagar as contas".


Segundo as merendeiras em greve, a empresa Planalto emprega cerca de 478 funcionárias no setor. O salário a ser pago, com reajuste prometido em janeiro deste ano, é de R$ 1.450. As organizadoras da greve não souberam informar o número de merendeiras que pararam os serviços.

 

Fonte: *G1 - Clipping

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