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VOTAÇÃO DO IMPEACHMENT: Ministro da Justiça critica modelo de segurança adotado pelo GDF

Eugênio Aragão defende que a melhor estratégia seria manter grupos longe do centro

O ministro da Justiça, Eugênio Aragão, condenou publicamente o modelo de segurança adotado pelo GDF para as manifestações na Esplanada dos Ministérios durante a votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff, neste fim de semana.

 

Deputados distritais e federais também apresentaram ressalvas. O governador Rodrigo Rollemberg e a secretária de Segurança, Márcia de Alencar, rebateram.


"Permitir que dois grupos se concentrem em proximidade tão grande é apostar no caos", ponderou Eugênio Aragão. Do ponto de vista do ministro, a melhor estratégia seria separar os dois grupos, mantendo- os longe da Esplanada. 

"Me parece que mesmo esse método de separar os manifestantes em dois grupos não é uma boa ideia, porque estão muito próximos, mas parece que foi a opção para atender ao presidente da Câmara (Eduardo Cunha), que está querendo fazer um circo", disparou.

 

Para Aragão, Cunha quer derrotar o Governo Federal “incendiando” o Brasil. Rollemberg reagiu às críticas: "Em um momento que esperamos serenidade das autoridades, ele vem com radicalismo. Estou surpreso e chocado com as palavras do ministro".


Na Câmara Legislativa, a secretária de Segurança Pública explicou que o governo definiu uma estratégia  para respeitar igualmente grupos contra o impeachment e os movimentos defensores de Dilma Rousseff. “Neste momento, qualquer arranjo institucional que excluísse a Esplanada dos manifestantes seria  de ordem pública razoavelmente ingênuo”.

Márcia de Alencar detalhou que o GDF  dividirá  a Esplanada em três áreas. À esquerda do Congresso, ficarão os grupos contra o impeachment, e, à direita,   os movimentos pró-afastamento. Na área central, de 80 m de largura, ficarão as forças de segurança  do GDF, com homens e viaturas. No centro, foi erguida uma divisão com mais de dois metros de altura, cuja finalidade é evitar que os dois lados troquem provocações.


Os deputados mostraram preocupação com a rodoviária e as estações do  metrô durante a saída dos manifestantes. Segundo a secretaria, o GDF estará atento a esses pontos, tendo destacado dois mil policiais militares para fazer a proteção de áreas críticas em toda Brasília.


Indecisos farão diferença

Com a liberação dos símbolos de pequeno e médio porte, os grupos pró-impeachment ergueram o “Muro da Vergonha” em frente ao Congresso Nacional. A estrutura traz fotos de todos os parlamentares que ainda não definiram posição na votação prevista para domingo. Com aproximadamente 20 metros, ela foi erguida ao lado da Praça das Bandeiras.


Nas contas de governo e oposição, a definição da vitória no plenário dependerá justamente dos indecisos. Nenhum dos lados tem certeza que tem a quantidade necessária de votos para a vitória. Para que o processo de impeachment siga para o Senado Federal, é necessário o apoio de  342 dos 513 deputados federais.


Sobre a questão dos símbolos durante as manifestações, a secretária de Segurança Pública voltou a falar sobre os bonecos infláveis. Para Márcia de Alencar, os grupos não devem levar balões gigantes, pois podem explodir e causar danos e ferimentos. Já os bonecos de pequeno e médio porte estão liberados.


Saiba mais

Desde à 0h de hoje, o trânsito nas avenidas N1 e S1 (Eixo Monumental) está interditado para as manifestações na Esplanada dos Ministérios.

O consumo e venda de bebibas alcóolicas na região está   proibido.

O governo recomenda aos pais que não levem crianças pequenas. Caso desejarem, é importante colocar pulseiras de identificação. (*Por:Francisco Dutra e agências)

 

Fonte: *JBr - Clipping

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