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PALÁCIO DO ITAMARATI: Visitas indesejáveis de insetos são reclamações dos servidores

Ministério das Relações Exteriores convive com baratas por todos os lados, denunciam.

Os anexos do Itamaraty recebem visitas, no mínimo, indesejáveis. São as baratas que marcam presença em boa parte dos setores do Ministério das Relações Exteriores como se fossem funcionárias.

 

Segundo os próprios servidores,  eles são obrigados a conviver com os insetos entre   documentos, em cima das mesas, nos telefones, nos computadores e até nas cozinhas de cada andar. Para piorar, ratos e escorpiões também costumam aparecer. 


E não é por falta de dedetização. O problema é que a infestação é crônica. "Não adianta. Tem oito anos que eu trabalho aqui e isso nunca foi resolvido. Todo dia, mato umas três na minha mesa", reclamou uma servidora. 


Outra funcionária relatou uma experiência traumatizante. Ela ingeriu uma barata sem perceber. "Tínhamos uma cafeteira na divisão. Um dia, não percebi que tinha um inseto dentro da bebida e tomei. Senti algo sólido e cuspi. Era uma surpresinha nojenta", contou. 


Pouco tempo depois, a cafeteira parou de funcionar e a assistência técnica informou que não seria  possível recuperá-la. Isso porque as baratas haviam danificado todo o interior do equipamento. Segundo a funcionária, não é raro atender o telefone e ver um bichinho saindo de dentro, assim como dos teclados dos computadores e dos bebedouros. 


"Pode parecer exagero, mas essa é a realidade dentro do prédio e dos anexos. Presto serviço há mais de dez anos e nunca houve uma tentativa de solução. Já não gritamos mais, reclamamos ou chamamos alguém para matar. Nós mesmos fazemos isso. Senão, é capaz de eles subirem na gente, literalmente", completou. 


Subindo pelas pernas

Uma terceira servidora detalhou o cenário no Anexo I do Itamaraty. "Quando eu trabalhava no quarto andar, a situação era muito grave. Elas funcionavam como um alarme para mim. Eu sabia que estava na hora de ir embora quando começava a senti-las subindo pelas minhas pernas. Uma vez, uma   estagiária  atendeu o telefone e saiu uma barata de dentro. Ela ficou tão assustada que jogou o aparelho para o ar".


Para quem trabalha no MRE, o que não faltam são histórias asquerosas. "Ao ouvir o barulho e perceber um movimento entre as teclas da minha máquina, joguei um produto e saíram três baratas. Uma colega fez o mesmo  e encontrou mais seis. No mês passado, dedetizei o meu teclado e, de novo, consegui matar cinco", lamentou ela.


Armas improvisadas para se proteger

Os armários servem também de esconderijo para os bichos. Segundo relato de uma funcionária, ao abrir as gavetas e jogar veneno, ela contou 23 baratas mortas. A chefe foi chamada para ver a situação e orientou que fosse feito o pedido de dedetização. 


"No dia seguinte, eu mesma liguei e ouvi como resposta que eles esperavam acumular pedidos do andar para resolver o problema. Respondi que só voltaria ao trabalho depois disso. Minutos depois, um rapaz jogou spray nos cantos, algo que eu mesma já fazia", completou. 


Segundo ela, cada servidor tem uma estratégia para se proteger. "A maioria fez arma de papel enrolado para esmagá-las nas mesas e paredes". A funcionária lembrou que não adianta mudar de setor. "Depois que me mudei para o sétimo andar, achei que fosse melhorar, mas não. Elas também estão lá, nos impedindo de guardar copos e louças nos armários". 


Nem os microondas escapam, acrescentou. Não é possível esquentar comida no aparelho porque o risco é grande. Em uma ocasião, ela reorganizou os móveis e mudou duas estantes de lugar, quando se deparou com o que chamou de filme de terror: "Nunca vi tanta barata junta na minha vida. Todo o espaço no chão, que uma das estantes ocupava, estava coberto, era um tapete de barata morta. As vivas saíram correndo pelas paredes", concluiu.


Versão oficial

Procurado pelo Jornal de Brasília, o Ministério das Relações Exteriores  afirmou que possui contrato para a realização de desinsetizações e desratizações periódicas.  "Quando há problema de recrudescimento de insetos entre as dedetizações periódicas, as unidades afetadas informam a administração do ministério, que determina a realização de novas dedetizações", conclui o órgão, por meio da assessoria.

 

Fonte: *JBr - Clipping

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