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COMPOSTAGEM: 10,8 mil toneladas de composto orgânico doadas em 2015 pelo SLU

Dado consta de relatório do Serviço de Limpeza Urbana, que também reúne informações sobre coleta de resíduos

Mais de 10,8 mil toneladas de composto orgânico foram doadas pelo Serviço de Limpeza Urbana (SLU) em 2015.

 

O material, formado por resíduos orgânicos — como restos de alimentos —, melhora características do solo e pode ser usado na agricultura, no reflorestamento e em pesquisas, por exemplo.

 

"Ele torna o solo mais propício a plantações. Além disso, a água fica retida por mais tempo, fazendo com que a planta se desenvolva rapidamente", explica a diretora da autarquia, Kátia Campos.


A informação está no em relatório de 2015 finalizado pelo SLU neste ano.

Do total de 37.987,01 toneladas produzidas, 10.831,97 foram doadas até dezembro, a maioria no segundo semestre. Um dos motivos para o aumento nos últimos seis meses de 2015, de acordo com a autarquia, está na Instrução Normativa nº 64, de 25 de agosto de 2015, que ampliou de 30 para 90 toneladas por ano o limite para doação do composto a produtores rurais.


Além dos produtores, têm direito ao material de forma gratuita entidades cadastradas na Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, órgãos e empresas públicas da União e do Distrito Federal, associações ou instituições dos municípios da Região Integrada de Desenvolvimento do DF e Entorno (Ride) e estabelecimentos de ensino da rede pública.


Também é possível comprar o composto. Em 2015, foram vendidas 2.301,47 toneladas. O mês com mais vendas foi setembro (515 toneladas).


O material, formado por resíduos orgânicos — como restos de alimentos —, melhora características do solo e pode ser usado na agricultura, no reflorestamento e em pesquisas

O material, formado por resíduos orgânicos — como restos de alimentos —, melhora características do solo e pode ser usado na agricultura, no reflorestamento e em pesquisas

 

 

Usinas
O Distrito Federal tem duas usinas de triagem e compostagem: uma na Asa Sul e outra no P Sul, em Ceilândia. A separação dos resíduos é feita no Plano Piloto, e o processo de transformação da matéria orgânica em composto, nos pátios de Ceilândia, onde está concentrado o sistema de compostagem.


De acordo com o relatório, o SLU coletou, em média, 2.878 toneladas por dia de resíduos sólidos em 2015. Destas, 667, também diárias, foram processadas nas duas unidades para a retirada de materiais, como papel, papelão e plástico para a reciclagem, e de matéria orgânica para a compostagem.

Além disso, aproveitaram-se 28 toneladas de recicláveis e 122 toneladas de materiais orgânicos, diariamente, que podem ser usados para fazer composto.


Relatório
O relatório elaborado pelo SLU traz outros dados relativos à limpeza urbana no Distrito Federal. Os custos relacionados a esse serviço no último ano somaram R$ 436.375.993.


"O relatório nos orienta sobre como fazer a gestão dos resíduos no Distrito Federal e nos permite avaliar o trabalho que vem sendo desenvolvido. Além disso, é uma forma de dar transparência às ações do SLU", avalia Kátia Campos.


O documento apresenta ainda os números das coletas convencional e seletiva. Na primeira, foram 843.217 toneladas de resíduos sólidos, ao custo de R$ 72.727.157 — média de R$ 86,25 por tonelada. Na segunda, 57.496, ao custo de R$ 10.721.134, com valor médio de R$ 186,47 por tonelada.


Na coleta convencional, 50% do material foi recolhido em regiões como Brazlândia, Planaltina e Núcleo Bandeirante. O total do território abrangido representa 47% da população brasiliense. Já na seletiva, o maior percentual observado (53%) está no grupo que envolve 15% da população e conta com locais como Guará, Jardim Botânico e Varjão.


Quanto à varrição de vias e logradouros públicos, foram 1.345.889 quilômetros feitos de forma manual e 25.539 quilômetros de maneira mecanizada. De meios-fios, foram pintados 4.342 quilômetros.

Veja a íntegra do relatório.

 

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