compartilhar

IMPEACHMENT DAY: Cerca de 5 mil manifestantes pró e contra impeachment se reúnem na Esplanada

Os gramados da Esplanada dos Ministérios passou a ser palco dos manifestantes contrários e a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff, na tarde desta quarta (11).

A Polícia Militar calculou cerca de 5 mil pessoas no local, sendo mil pró-impeachment e 4 mil contra. 


A PM fez uma barreira humana de contenção para garantir a segurança da manifestação. As pessoas que desciam as vias do Eixo Monumental precisavam passar por uma revista pessoal. Objetos que poderiam ser utilizados como arma - pedaços de madeira, aço e canos - foram apreendidos pela corporação. 


Por volta das 19h, uma confusão entre os militantes a favor da presidente Dilma Rousseff e a Polícia Militar obrigou a corporação a utilizar gás de pimenta.

 Segundo informações da PM, os manifestantes jogaram rojões, sacos de lixo, cacos de vidro e bolas de gude contra os policiais, além de tentarem ultrapassar a barreira. 

Até o momento, apenas um homem foi detido, após arremessar pedras nos militares. 

Pró-impeachment 

Cerca de mil pessoas pró-impeachment se reúnem ao lado do Palácio do Itamaraty. Equipados com Instrumentos musicais, bandeiras do Brasil, faixas e cartazes, os manifestantes fazem barulho e gritam palavras de ordem como "tchau querida" e "fora Dilma".


Militantes do movimento "Brasil Livre", de Ribeirão Preto (SP), também estão concentrados no gramado do Congresso.  A arquiteta Flavia Miguel e o operador de máquinas Francisco de Abreu,32 anos, chegaram na capital federal por volta das 10h de hoje e estão confiante que o País terá um novo destino.


"Sabemos que ainda tem muita gente ruim no poder,mas presenciar a saída desta presidente que destruiu nosso país, e participar ativamente desde momento, alivia o coração", afirmou Francisco, que também esteve presente no dia da votação na Câmara dos Deputados.


De acordo com Flavia, o movimento está presente em todas a manifestações e desta vez não foi diferente. "Cerca de 20 pessoas estão em Brasília. Alguns vieram de carro, ônibus, avião e juntos atuaremos para a derivada do governo do PT", ressaltou. Ainda segundo ela, o grupo também estará presente no próximo domingo em Curitiba para participar de uma homenagem ao juiz Sérgio Moro.


"A nação que grita "fora PT" é a nação que está ciente da corrupção em que vive o Brasil. Agora a situação vai melhorar", opinou a moradora de Sobradinho Gesse Ramalho, 34 anos.

O mineiro André Rhouglas, 55 anos, Veio da cidade de Ponte Nova (MG). Casado e pai de três filhos, o publicitário chegou em Brasília no último de domingo para acompanhar a votação do impeachment. Ele fica cerca de 14 horas por dia com uma cruz como forma de protesto e afirma que as dores que sente pelo corpo são justificáveis pelo pedido de um país melhor. Ao Jornal de Brasília, André conta que fez greve de fome por cinco dias durante a votação do impeachment pela Câmara dos Deputados. 

Contra o impeachment

Aproximadamente quatro mil pessoas contrárias ao impeachment da presidente Dilma estavam preparadas para lutar pela causa. Com bandeiras do Brasil e camisetas vermelhas, um grupo da Central Única de Trabalhadores veio de Maringá, no Paraná, especialmente para a ocasião. 


Vera Lúcia de Oliveira, 44 anos, é professora e enfermeira. Mãe de dois filhos, disse que não consegue acreditar que a aprovação do impeachment aconteça. "A Dilma foi eleita pelo povo. Como pode os mesmos que a elegeram, quer arrancá-la da presidência? Isso é inaceitável", desabafou. Vera disse ainda que não irá desistir. "Mesmo que o impeachment seja aprovado, a nossa bagunça vai continuar. Não vamos deixar que os corruptos derrubem a presidente do nosso Brasil", afirmou. 

Com 72 anos, Delícia Gomes Santiago, fez questão de ir às ruas apoiar a presidente. "Graças a esse governo, ao lula e a Dilma, meus três filhos fazem faculdade", ponderou. Por volta das 17h30, índios chegaram à Esplanada para apoiar a presidente Dilma Rousseff. Com um cartaz com os dizeres "Direitos conquistados não podem ser violados", a tribo canta e marcha em direção ao Palácio do Planalto.

 

Afastamento

Se os senadores decidirem pela admissibilidade do processo de impeachment, a presidente Dilma Rousseff deverá ser afastada por 180 dias. O quórum mínimo para votação é de 41 dos 81 senadores (maioria absoluta).

Para que o parecer seja aprovado, é necessário o voto da maioria simples dos senadores presentes – metade mais um. O presidente do Senado, Renan Calheiros, só vota em caso de empate.(*Por:com informações de Ana Ferreira e Tainá Morais)

 

Fonte: *JBr - Clipping

COMENTÁRIOS