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ALVORADA CERCADO: Barreira impede turistas e "curiosos" de chegar perto do palácio onde mora Dilma

Cercas impedem acesso à área externa da residência oficial da Presidência. Só pessoas autorizadas passam; barreiras são para impedir manifestações.

Um dia após a decisão do Senado de afastar a presidente Dilma Rousseff do cargo, turistas e “curiosos” que queriam ver o Palácio da Alvorada na manhã desta sexta-feira (13) foram frustrados pela manutenção de grades na via que dá acesso à residência oficial.

 

A barreira já havia montada há dois meses para evitar manifestações próximas à residência, ganhou uma segunda proteção de metal, a cerca de três metros além da primeira.


Não há previsão para que elas sejam removidas. As únicas pessoas a passar por elas são funcionários de serviços públicos, como garis, servidores da Presidência e quem tem autorização. A passagem é controlada por seguranças.


Quem vai de carro ao Palácio da Alvorada tem de fazer a volta no balão próximo aos hotéis das imediações e seguir no sentido Avenida L4 Norte. O auditor José Tadeu Veras, de 65 anos, que está hospedado em um hotel próximo ao palácio junto com a mulher, Dulcineide.

 

O casal resolveu ir até o Alvorada pela manhã, mas ficou na barreira metálica. Ele veio de Olinda para acompanhar a votação do Senado e mostrar a cidade para a mulher.

Turistas nesta sexta-feira (13) em barreira de metal na via de acesso ao Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência (Foto: Mateus Vidigal/G1)
Cerca que impede a passagem para o Palácio da Alvorada de pessoas não autorizadas


Sobre as expectativas em relação ao presidente em exercício, Michel Temer, ele se mostrou otimista. "Acredito que ele está bem-intencionado, mas não possui a opção de errar. Não vai ser fácil tirar o país desse atoleiro. Não podemos perder a esperança, mas me sinto obrigado a confiar neste governo."


O casal de pernambucanos não compareceu às manifestações ocorridas em Brasília nesta semana – eles preferiram assistir à votação do Senado pela TV do hotel. "Minha expectativa é a de um bom patriota. O país não pode ficar do jeito que está. As pessoas têm que encarar essa tomada de poder com o máximo de responsabilidade", afirmou.


Já o segurança Valdinar Ferreira, de 45 anos, disse não crer em um futuro melhor com o presidente em exercício. "Estão todos envolvidos na corrupção. Foi muito bom para todos nós ver todos esses esquemas sendo descobertos, mas fiquei muito chateado com esse afastamento da Dilma. Acredito que foi um golpe. Até agora não comprovaram o crime de responsabilidade fiscal", disse o piauiense.


Nesta manhã, Dilma Rousseff trocou os já costumeiros passeios de bicicleta por uma caminhada pelos jardins do Palácio da Alvorada. Ela repetiu a caminhada que fez na quinta (11), dia em que foi aberta a sessão do Senado que aceitou o processo de impeachment contra ela.


A presidente tem o costume de se exercitar pela manhã. No fim de maio do ano passado, ela começou a pedalar próximo ao Palácio da Alvorada. Ela geralmente sai acompanhada de seguranças e vestida de calça, blusa, casaco e tênis próprios para atividades físicas e utiliza capacete e óculos escuros.

Afastamento
Na madrugada de quinta-feira, o plenário do Senado Federal aprovou a abertura de processo de impeachment contra Dilma. Foram 55 votos a favor e 22 contra . Por isso, ela terá de ficar afastada do mandato por até 180 dias, até o julgamento final pelo Senado.


Mais tarde do mesmo dia, Dilma foi notificada do afastamento. Após a intimação, ela fez um pronunciamento de 14 minutos no Palácio do Planalto, no qual classificou a decisão como "a maior das brutalidades que pode ser cometida contra um ser humano: puni-lo por um crime que não cometeu".


Ela voltou a classificar o processo de impeachment de “golpe” e afirmou que não praticou nenhum crime. Disse que o que “está em jogo” é o “respeito às urnas” e acrescentou que tentam “tomar à força” o seu mandato, que, segundo ela, é alvo de “sabotagem”.


Com o afastamento de Dilma, o vice Michel Temer (PMDB) assumiu formalmente como presidente em exercício. Logo após empossar 24 novos ministros, à tarde, ele falou em manter os programas sociais da gestão petista e prometeu aprimorar a gestão da máquina pública.

 

Fonte: *G1 - Clipping

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