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SEM COMBUSTÍVEIS: Frentistas estão em greve na Grande Brasília por aumento salarial

Paralisação afeta 70% dos 320 postos do Plano e cidades-satélites, diz sindicato da categoria. Grupo pede aumento de 21,5%; patrões oferecem 6%, afirma Sinpospetro.

Frentistas do Distrito Federal entraram em greve por tempo indeterminado às 6h desta segunda-feira (23).

 

Segundo o Sindicato dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis (Sinpospetro), a paralisação afeta 70% dos 320 postos do Plano Piloto e das cidades-satélites.

 

Motoristas que chegavam para abastecer eram orientados a deixar o estabelecimento pelos frentistas, que compareceram aos locais de trabalho apesar da mobilização.


De acordo com o presidente do Sinpospetro, Carlos Alves dos Santos, o objetivo da greve é pressionar os patrões por reajuste salarial de 21,5%. A categoria também reivindica correção de 40% na participação dos lucros das empresas e aumento no valor do vale refeição (subindo de R$ 13 para R$ 20). O G1 não conseguiu contato com o sindicato que representa os postos de combustíveis até a publicação desta reportagem.

Placa indica que frentistas de posto no SIA aderiram à greve da categoria (Foto: Mateus Vidigal/G1)

“Estamos tentando negociar desde janeiro. Estão oferecendo só 6%, bem abaixo da inflação [que ficou em 10,67% em 2015]. No ticket refeição, só ofereceram aumento de R$ 1”, disse Santos. “A gente sabe que o país todo está em recessão, mas não justifica só Brasília querer dar reajuste abaixo da inflação. Em Goiás, Piauí, Maranhão, Tocantins, houve ganho real, por exemplo. Só Brasília que está nessa.”


Em março do ano passado, a categoria recebeu aumento de 8,5%. Em média, o salário de um frentista em Brasília é de R$ 1.222 – contando com um adicional de periculosidade de 30% por ser uma profissão de risco.


É a primeira vez que a categoria entra em greve, afirma o presidente do sindicato que representa o grupo. A última vez em que houve paralisação foi em 2014, em Santa Maria,Gama, Recanto das Emas e Samambaia. Na época, os trabalhadores dessas localidades protestavam por melhoria nas condições de segurança dos postos.

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Ainda de acordo com Santos, há registros de donos de postos que chamaram a Polícia Militar para "obrigar os frentistas a trabalhar". "Estamos resolvendo essa situação com nossos advogados", afirmou. Até as 7h, frentistas do Núcleo Bandeirante, do Setor de Indústrias e de Abastecimento (SIA) e da Candangolândia já haviam aderido à greve, disse.


"O salário mínimo aumentou, a inflação cresceu. Só nosso salário que não muda. Acho justa essa paralisação", afirmou um funcionário de um posto no Eixo W da Asa Norte que preferiu não se identificar. No momento da entrevista, o posto estava operando normalmente, aguardando orientações do sindicato para dar início à greve.


Frota do "quadrilátero"
De acordo com o Detran, a frota do Distrito Federal supera 1,6 milhão de veículos, número que cresceu 3,5% em relação ao ano passado. Isso sem contar com veículos de outros estados, que são muitos, que também circulam pela Grande Brasília. Carros são 70% do total, enquanto que ônibus e micro-ônibus juntos atingem 1%. O somatório de veículos praticamente dobrou em dez anos.

 

Fonte: *G1 - Clipping

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