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QUADRILHA DA JOALHERIA: Grupo revendia 80 por cento mais barato semijoias roubadas em shopping

Oito foram presos suspeitos de assaltar estabelecimento em Taguatinga. Crime aconteceu em 26 de abril; um dos detidos cumpria pena em presídio.

A Polícia Civil informou nesta segunda-feira (30) ter prendido os últimos três envolvidos no roubo a uma joalheria do Taguatinga Shopping, quando a carteira de um cliente e quatro bandejas de semijoias – que juntas somam R$ 5 mil – foram levadas.

 

 

De acordo com a corporação, o grupo derretia os itens tomados em assalto e os revendia por um quinto do preço no comércio informal de Goiás, em cidades como Anápolis, Abadiânia e Alexânia. Nenhum dos detidos falou com a imprensa.


O crime aconteceu em 26 de abril. Oito pessoas participaram do crime. A maior parte dos suspeitos tinha antecedentes criminais por roubo. Um dos detidos, Adilson de Sousa, já cumpria pena em um presídio goiano.

Ele é apontado como o responsável por planejar o roubo e fornecer as armas. Na cela dele, foram encontradas duas alianças que tinham sido levadas no crime, um telefone e um par de tênis.


A mulher dele, Eliane Gonçalves, também foi presa com duas outras alianças. A polícia não soube informar o valor dos produtos. Ela é suspeita de ter ocultado as semi-joias e as armas. Também são suspeitos de envolvimento no crime José Sampaio e Otávio Dias. Segundo a polícia, Leia Paiva (mulher de Sampaio) ajudou o marido a se esconder dos investigadores e a revender os produtos roubados.


Outros presos são Claudemir Silva e Rafael Duarte. Segundo a Polícia Civil, eles também ajudaram a esconder a escopeta e a pistola apreendidas com o grupo. O último detido é Clovis Pereira, dono de uma fazenda em Santo Antônio do Descoberto que teria abrigado um dos foragidos.


"Todas as medidas cautelares, as prisões preventivas, foram decretadas rapidamente pela Justiça", afirmou o delegado Fernando Costa. Segundo ele, os suspeitos se cercaram de cuidado para evitar que fossem presos após a divulgação de imagens pela imprensa. "Eles tomaram todas as cautelas porque sabiam que seriam identificados rapidamente."


Outros casos
Desde o início do ano, foram registrados seis roubos a joalherias na Grande Brasília. Quatro desses crimes foram cometidos por um grupo de seis adolescentes – cinco deles foram apreendidos e um deles morreu em uma briga de gangue.

Além do caso do Taguatinga Shopping, houve ocorrências no Boulevard Shopping, no Pátio Brasil, no Fashion Mall, em uma loja do Lago Sul e uma outra no Park Shopping – quando um foragido de uma penitenciária de segurança máxima da Papuda usou uma roupa da Polícia Militar Para roubar uma loja, em fevereiro. Também houve uma tentativa de roubo no JK Shopping.


O delegado Fernando Costa informou que a corporação investiga se há ligação entre os crimes. Um dos responsáveis pelo caso do Taguatinga Shopping é ligado a um esquema de Goiás, apontou. Ainda segundo o delegado, a presença de falhas na segurança de shoppings permitiu a execução dos roubos.


"A segurança de shopping é composta por funcionários desarmados, orientados a não causar transtornos para os clientes", disse. "Quem exerce a segurança não tem preparação policial", afirmou, ao ressaltar que clientes bem vestidos, por exemplo, podem passar despercebidos pelas equipes dos estabelecimentos.

 

Fonte: *G1 - Clipping

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