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ACADEMIA AO AR LIVRE: Mulheres investem R$ 80 mil para criar "fit truck" em Brasília

Reboque demorou 1 ano para ser desenvolvido e é o único do tipo no país. Projeto de academia móvel foi mostrado pelo quadro 'No Fim das Contas'.

Duas educadoras físicas do Distrito Federal criaram um “fit truck”, uma academia que muda de lugar toda semana.

Com custo de R$ 80 mil, o reboque abriga acessórios de ginástica. O projeto foi apresentado no quadro "No Fim das Contas".


Uma das criadoras, Gabriela Sales disse ter visto aumento no número de pessoas que preferem se exercitar ao ar livre. Por isso, junto com a sócia Thamara Freire, montou um contêiner preto com quatro laterais que se abrem.

O reboque foi fabricado em Curitiba (PR). O tempo de desenvolvimento foi de um ano para ser desenvolvido, e ele é o primeiro do tipo no país.


Antes de desenvolver a ideia, a dupla começou colocando aparelhos de ginástica dentro do carro. Segundo o quadro “No fim das contas”, uma ideia de negócio surge ao observar a realidade de trabalho. Quanto mais o profissional tiver informações sobre a atividade que quer montar, maior a chance de dar certo.


A dupla fez cursos no Sebrae para aprender mais técnicas de gestão de negócios. Juntas, as mulheres conseguiram o dinheiro para montar o projeto.


É preciso também se atentar à legislação para que o projeto dê certo, alerta a colunista Mônica Carvalho. Segundo a Agefis, atividades econômicas do tipo dependem só de uma licença de funcionamento de cada administração regional para que possam funcionar.


O governo do DF deve regulamentar a autorização de food trucks ao final deste mês. Nesta sexta-feira (3), as equipes do GDF têm reunião com 13 órgãos que participam da discussão do tema.


Food trucks
Em março, o GDF legalizou a venda de alimentos em food trucks. Pelas determinações da lei, é preciso ter operações mínimas de manipulação e armazenamento de alimentos, além de ter autonomia de água e energia e depósito adequado de captação dos resíduos. O local de trabalho também é limitado: não pode ultrapassar 7 metros de comprimento, 2,5 metros de largura e 3,3 metros de altura.

A proposta diz ainda que food trucks não podem ficar ao longo de vias de trânsito rápido e de rodovias, nem em áreas estritamente residenciais – como dentro das superquadras do Plano Piloto – ou perto de hospitais. O canteiro central e as vias N1 e S1 do Eixo Monumental, entre a Praça dos Três Poderes e a Torre de TV, também constam como locais indevidos para a atividade. A exceção nesse trajeto serão os bolsões de estacionamento da fonte luminosa da torre.

Food trucks não podem comercializar bebidas alcoólicas nas proximidades de escolas nem oferecer música ao vivo ou ter televisão com amplificador de som. Também é vedado usar equipamentos públicos, como postes, canteiros e bancos, para ampliar o espaço ou ajudar na montagem do veículo ou da tenda. Fica proibido ainda colocar cercas, paredes, tapumes ou qualquer item que delimite espaço.

 

Fonte: *G1 - Clipping

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