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TRANSPLANTE DUPLO: Paciente do InCor Brasília recebe novo coração e rim em cirurgia inédita

Pela primeira vez na região Centro-Oeste foi realizado um transplante duplo de coração e rim. O paciente V.M.F, de 56 anos, foi submetido ao procedimento de transplante cardíaco e renal pela equipe médica do Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF).

 

A cirurgia durou mais de dez horas e contou com a participação de seis médicos. O paciente está estável e se encontra na fase de pós-operatório.

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O paciente V.M.F ficou cerca de 90 dias na fila de espera do transplante e assim que encontrou um doador compatível foi submetido ao procedimento cirúrgico. Ele era portador da Tripanossomíase Americana, conhecida como Doença de Chagas.

 

Ela é adquirida por meio do contato direto com as fezes do inseto chamado “barbeiro”. Além das complicações cardíacas, não havia possibilidade de recuperação do rim paciente. Dessa forma, a única solução viável era o transplante de órgãos.


 O cirurgião responsável pelo transplante cardíaco, Fernando Atik, ressalta que o sincronismo entre as equipes foi essencial para o sucesso do procedimento. “Primeiro nós realizamos o transplante do coração.

 

Em seguida, a outra equipe fez o transplante renal. A sintonia entre as duas equipes e a qualidade dos profissionais envolvidos foram fatores determinantes para que tudo ocorresse da melhor forma possível”, relata Fernando Atik.

“Após a cirurgia, entram em cena as nossas equipes multiprofissionais. Elas são fundamentais na vida do paciente, pois irão cuidar de cada detalhe no pós-operatório. De enfermeiros a fisioterapeutas, todos estão envolvidos no processo”, pontua o diretor médico do ICDF, Rodrigo Biondi.

Para a superintendente do ICDF, a cardiologista Núbia Welerson Vieira, a conscientização das pessoas a cerca da doação de órgãos tem permitido que mais transplantes aconteçam na instituição. “Nós sabemos que o momento em que ocorre um óbito a família fica fragilizada. É uma situação delicada. Por outro lado, quando isso ocorre, a doação do órgão concede uma nova oportunidade de vida àqueles que necessitam do transplante, como aconteceu com o nosso paciente”, pontua Núbia.


O Instituto de Cardiologia realizou até agora 625 transplantes: 125 de coração, 202 de fígado, 2 de pulmão, 100 de rim, 87 de córnea e 109 de medula óssea. A meta da instituição é a de aumentar ainda mais o número de transplantes e levar mais qualidade de vida à população do DF e entorno. O primeiro transplante realizado pela instituição ocorreu no ano de 2009.

 

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