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TRABALHADOR SOFRE: Rodoviários voltam a manter ônibus "extras" parados em horários de pico

Motoristas e cobradores da Grande Brasília reivindicam aumento de 19,68%. São 570 veículos e 1,1 mil profissionais a menos, diz sindicato.

Rodoviários voltaram a manter nas garagens nesta quinta-feira (23) os ônibus "extras" que operam nos horários de pico no Distrito Federal.

 

Os coletivos são responsáveis por fazer apenas meia viagem – levam passageiros até a Rodoviária do Plano Piloto, mas não retornam ao ponto de origem. O ato ocorreu entre 4h30 e 8h30.

 

Parte dos veículos reforçaria o serviço de transporte em localidades afetadas pela greve dos metroviários, que pleiteiam a convocação de aprovados em concurso.


A categoria reivindica aumento de 19,68%. Desse índice, 9,68% são referentes a perdas inflacionárias até 30 de abril.

 

As negociações dos rodoviários com as empresas seguem sem acordo. O Tribunal Regional do Trabalhou negou em caráter liminar o pedido do GDF de considerar ilegais as paralisações.


O ato atinge todo Plano Piloto e cidades-satélites. A única empresa com funcionamento normal é a TCB. Levantamento parcial do sindicato da categoria aponta que há 570 ônibus "parados", além de 1,1 mil rodoviários de braços cruzados.

Atualmente o salário dos motoristas de transporte público da Grande Brasília é de R$ 2.121 e dos cobradores, R$ 1.108. O tíquete é de R$ 660. O último reajuste da categoria aconteceu em junho do ano passado, quando houve aumento de 10% no salário e 11% no tíquete alimentação e na cesta básica. Ao todo, o Distrito Federal tem 12 mil rodoviários.


As assessorias das empresas afirmaram ainda não ter posicionamento a respeito das paralisações. O sindicato afirma que desde abril tenta discutir o aumento com as cinco empresas de transporte público, mas nunca recebeu contraproposta.

A alegação das companhias, de acordo com a entidade, é que elas estão endividadas, porque o governo tem atrasado parte dos repasses, incluindo o voltado a pessoas com deficiência.

O GDF negou atrasos e disse que, entre janeiro e abril, repassou R$ 47 milhões às companhias.

Os trabalhadores cobram ainda melhorias na infraestrutura de terminais, incluindo a instalação de banheiros, bebedouros, bancos e locais para descanso. Eles também pedem a entrega dos novos, prontos e não inau-gurados: Samambaia Sul, Samambaia Norte e Recanto das Emas.

 

Fonte: *G1 - Clipping

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