Image and video hosting by TinyPic

 

Image and video hosting by TinyPic

 

compartilhar

GDF ASSUME COMPROMISSO: Médicos residentes encerram greve após acordo sobre pagamento

Documento do governo informa que valor de bolsa será regularizado em julho. Greve de 900 médicos completaria duas semanas na próxima 4a. feira.

Médicos residentes da rede pública de saúde do Distrito Federal em frente à Secretaria de Planejamento nesta segunda-feira (27); grupo decidiu suspender a greve após acordo de pagamento.


"A gente mora no hospital e dorme em casa, isso quando dormimos em casa. Sempre há um residente de plantão, inclusive nos domingos e feriados" - Marília Evangelista da Silva, residente em medicina.


Médicos residentes da rede pública de saúde do Distrito Federal decidiram nesta segunda-feira (27) suspender a greve iniciada há duas semanas.

 

A decisão veio após a entrega de um documento do GDF em que que o governo assume o compromisso de pagar a bolsa dos 900 residentes no valor estabelecido pelo MEC em março.

 

A bolsa é de R$ 3.330,43, mais 30% de auxílio-moradia.


Apesar do fim da greve, há pontos ainda questionados pelo residentes.

De acordo com o presidente da Associação Brasiliense dos Médicos Residentes, Bruno Braga Borges, o GDF ainda não deu um prazo para o pagamento dos valores retroativos referentes aos meses de março a junho. "Decidimos voltar amanhã a trabalhar, mas vamos acionar judicialmente e via Ministério Público. Iremos cobrar o que não pagaram", afirmou.

Trecho de documento assinado por Barão Mello da Silva, chefe da unidade de Apoio à Governança do GDF; texto garante o pagamento da bolsa no valor aprovado pelo MEC a partir de julho de 2016 (Foto: Bruno Braga Borges/Divulgação)
Trecho de documento assinado por Barão Mello da Silva, chefe da unidade de Apoio à Governança do GDF; texto garante o pagamento da bolsa no valor aprovado pelo MEC a partir de julho de 2016

 

Desde que iniciaram a greve, no dia 15 de junho, os médicos residentes organizaram atos e protestos na frente de locais como Palácio do Buriti, Secretaria do Planejamento e Hospital de Base.

Eles alegavam erros no pagamento realizado pela Secretaria de Saúde, que, desde março, não contempla o reajuste garantido pelo MEC em março deste ano. A pasta diz que os valores têm como base a quantia paga anteriormente pela bolsa, antes do reajuste, já que não estavam previstos na Leio Orçamentária do DF de 2016, fechada em 2015.

Médicos residentes da rede pública de saúde do Distrito Federal em frente à Secretaria de Planejamento nesta segunda-feira (27); grupo decidiu suspender a greve após acordo de pagamento (Foto: Bruno Braga Borges/Divulgação)

Até então, 900 profissionais operavam com 30% do efetivo e somente nas áreas de pronto-socorro, urgência e UTI. Os hospitais de Base, Universitário e Materno Infantil, além de regionais da Asa Norte, Ceilândia, Taguatinga, Gama, Paranoá, Sobradinho e Planaltina, foram afetados pela paralisação.


Borges reafirmou que a paralisação causa impacto no atendimento de pacientes do DF. "Na teoria, a falta de residentes não deveria ter impacto na rede de saúde, mas na prática o efeito é o contrário. Apesar de sermos pós-graduandos, não tem nada que nos difira de um médico concursado."


Os profissionais dizem que a residência pode durar de dois a cinco anos, dependendo da área de especialização. A carga horária é de 60 horas semanais, mas pode ultrapassar esse período, dependendo da área.

Médicos residentes da rede pública do DF seguram cartazes em protesto para cobrar repasse de aumento nas bolsas dado pelo MEC (Foto: Mateus Vidigal/G1)
Médicos residentes da rede pública da Grande Brasília seguram cartazes em protesto para cobrar repasse de aumento nas bolsas dado pelo MEC

A residente de ginecologia e obstetrícia Sofia Santana Fernandez Costa explica que a interação direta com os pacientes é feita pelo residente. "Cobrimos os plantões de enfermaria, que são aqueles pacientes que estão internados nos hospitais. O médico residente é quem faz o verdadeiro contato com as pessoas. O staff (médico supervisor concursado) passa as orientações e nós executamos."


A residente do Hran Cristina Cordeiro Pinheiro diz que a população sofre diretamente com a falta de residentes no hospital. "É importante falar para a população que, na maioria das vezes, quem faz o atendimento do paciente é um residente. Podem achar que não faz falta, mas é o residente que faz esse trabalho."

 

Fonte: *G1 - Clipping

COMENTÁRIOS