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PALCOS VAZIOS E ABANDONADOS: Teatro Nacional... de ícone da cultura de Brasília para o descaso e vandalismo

O maior espaço para espetáculos culturais da capital federal ganhou um público diferente nesses últimos dois anos.

 

Interditado em janeiro de 2014, o Teatro Nacional Cláudio Santoro se transformou em palco para o tráfico de drogas e abrigo para moradores em situação de risco.

 

A fachada lateral em alto relevo de Athos Bulcão, que já serviu como pano de fundo para produção fotográfica e admiração de turistas, agora gera desconforto e perigo para quem chega perto.

 

A Polícia Militar informou que o problema com os usuários de drogas é recorrente, e mesmo quando encaminhados para a delegacia, muitos acabam voltando aos locais de consumo.

 

De acordo com a PM, há uma ação conjunta com as equipes de saúde pública e da assistência social para a retirada das pessoas em situação de risco que insistem em ficar no local.

 

A Secretaria Adjunta de Desenvolvimento Social informou que o trabalho na região é sistemático e ostensivo, mas a principal dificuldade é encaminhar as pessoas ao abrigo público, uma vez que as equipes do governo não podem levá-los à força.

O 6º Batalhão realiza policiamento motorizado na região da Rodoviária do Plano Piloto e Esplanada dos Ministérios.

 

Parcerias

 

O alto custo para a revitalização do local é o motivo pelo qual a obra ainda sequer foi iniciada. A Secretaria de Cultura já afirmou que não tem verba suficiente para a realização das obras no Teatro Nacional. A reforma está estimada em R$ 200 milhões.

 

Na busca de solução para o problema, o governo não descarta a realização de parcerias, no modelo Público Privadas (PPP). "A proposta é criar um consórcio público para uma gestão compartilhada de todos os equipamentos culturais da rodoviária para baixo, que inclui o Museu, Biblioteca, Teatro Nacional e Praça dos Três Poderes", explicou o secretário da Cultura, Guilherme Reis, em recente entrevista.

 

O governo local também não descarta pedir apoio do governo federal para a reestruturação do prédio, que tem uma longa lista de problemas.

O Corpo de Bombeiros apontou infiltrações e problemas nas instalações elétricas, o que pode gerar riscos à população.

Há goteiras nos camarins e partes do forro no teto estão quebradas. As cadeiras e carpetes das salas Martins Pena e Villa-Lobos também estão danificadas.

 

Entre as promessas para as melhorias no local está a inclusão e adequação na acessibilidade para os portadores de necessidade especial e uma nova estrutura de combate a incêndio, que ainda não existe no prédio. Para completar a lista de problemas, o local ainda não tem habite-se e nem alvará de funcionamento, documentos obrigatórios para que o espaço seja aberto novamente ao público de Brasília.

 

Fonte: *Via Destak - Clipping

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