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H20: Grande Brasília perde mais de um terço da água distribuída em vazamentos e furtos

São 381 litros ao dia em cada uma das 635 mil ligações, na média geral.

Cada ligação de água da Caesb em casas, comércio ou indústrias na Grande Brasília perde em média 381 litros por dia, aponta levantamento obtido pelo G1 por meio da Lei de Acesso à Informação.

 

O Plano Piloto juntamente com as cidades-satélites tem quase 635 mil ligações de água. No ano passado, os moradores da capital consumiram 160 bilhões de litros de água tratada.


De acordo com os dados, o volume de perdas vem aumentando. Em 2012, o índice era de 29%. No ano seguinte, subiu para 31,52%. Em 2014, passou para 33,38%. No ano passado, 35,2% de toda a água tratada pela empresa foi perdida.

 

O prejuízo ocorre por razões “técnicas” (quando há um rompimento de adutora, por exemplo) ou “comerciais” (ligações clandestinas, fraudes e furtos).

A companhia aponta a falta de investimento em controle de perdas, as dificuldades do poder público na coibição de invasões, a utilização de contratos emergenciais em manutenção e o foco em ações corretivas, e não preventivas, como justificativa para a situação.



De acordo com o superintendente de Gestão Operacional da Caesb, Luiz Carlos Itonaga, a companhia está tentando reverter o quadro. “Há pouco tempo, a gente não tinha recurso [suficiente para isso]”, declarou o gestor.

Uma das medidas do órgão foi destinar US$ 54 milhões (cerca de R$ 180 milhões) para garantir ações como a troca de 330 mil hidrômetros e modernização de medidores.

A verba vem de um empréstimo firmado em 2014 com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e deve ser desembolsada em até cinco anos.


Neste sábado (9), por exemplo, o rompimento de um cano na 214 Norte levou a um vazamento que durou por toda a manhã e só foi resolvido no fim da tarde (veja vídeo abaixo).

A água invadiu a garagem de um dos blocos, que teve que interditar os elevadores.

Na terça (5), uma adutora se rompeu no Lago Norte e deixou cerca de 200 mil moradores sem água. O problema atingiu casas da Península do Lago Norte e dos condomínios RK, Centauros e Minichácaras, em Sobradinho. Desde setembro, pelo menos nove casos semelhantes foram registrados em várias localidades do Distrito Federal.


Mais planejamento
Ao G1, Itonaga disse que as contratações emergenciais para manutenção da rede, que ocorreram principalmente em 2013, têm impacto no resultado de hoje. Na época, os serviços eram muito mais voltados para reparar eventuais falhas, em vez de planejar o sistema como um todo. “Não era feito um trabalho sistemático de pesquisa para reduzir os vazamentos”, afirmou.



O combate às ligações clandestinas tem sido feito por meio de imagens aéreas, que apontam locais onde pode haver os chamados “gatos” na rede pública. Regiões como Sol Nascente, em Ceilândia, e Morro da Cruz, em São Sebastião, estão entre as que mais têm furto de água. A expectativa da Caesb é implementar até 2019 um sistema de controle para identificar onde ocorrem vazamentos ou ligações clandestinas.

Acima da média
As perdas da Caesb estão acima da média de 163 companhias que operam nos estados do país e acima da própria previsão da empresa para o DF. No ano passado, a Caesb tinha como meta uma taxa de perda de 32,3%, mas fechou o ano com os 35,2%. Nos demais estados, a média de perdas foi de 33,66%.

A meta da Caesb para 2016 é de 32% de perdas. No ano que vem, o índice esperado é de 31%, e de 30% em 2018. Em 2019, a meta é perder no máximo 29% da produção.

 

Fonte: *Via G1 - Clipping

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