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INVASÃO DO PRÉDIO DO INCRA: Sem avançar em negociação, grupo mantém ocupação

Manifestantes pedem políticas públicas para pequenos agricultores. Servidores continuam com entrada barrada; invasão ocorreu nesta segunda.

Sem avanço nas negociações, grupos que pedem políticas públicas para pequenos agricultores seguem ocupando a sede do Incra nesta terça-feira (12) e barrando a entrada de servidores.

 

De acordo com o órgão, nenhuma pauta de reivindicações foi entregue.

A entidade se recusa a conversar enquanto o espaço seguir ocupado.


Representantes de dez movimentos de trabalhadores do campo invadiram o prédio, no centro de Brasília, por volta de 6h desta segunda (11).

Crianças de colo foram levadas por familiares.

Os grupos estimavam a presença de 600 pessoas e a Polícia Militar, de 200.Os manifestantes são do Rio de Janeiro, Pará, São Paulo, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Bahia.Representantes de movimentos de trabalhadores do campo expõem faixas durante invasão à sede do Incra, em Brasília (Foto: Alexandre Bastos/G1)

Eles levaram barracas, botijões de gás e colchões para dentro do prédio do Incra e tomaram café da manhã na recepção. O chefe de gabinete do órgão, Francisco Nascimento, esteve no local, mas disse ser impossível conversar com o grupo enquanto houvesse invasão.


De acordo com representantes do movimento, o grupo quer a criação de um “conselho de crise” em todas as unidades da federação, a instituição de uma ouvidoria agrária independente e o retorno do Ministério do Desenvolvimento Agrário – que passou a integrar a pasta Desenvolvimento Social e Agrário na reforma feita pelo presidente interino, Michel Temer.


Ainda segundo o grupo, o protesto deve durar entre duas semanas e um mês. A ocupação ocorre nos 21 andares e tem membros da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Movimento de Resistência Camponesa (MRC), União de Resistência Camponesa (URC), Movimento de Luta pela Terra (MLT), Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Frente dos Trabalhadores Livres (FTL) e do Movimento de Luta pela Terra (MLT).

 

Fonte: *Via G1 - Clipping

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