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ARMAMENTOS: Policiais de Brasília "estão com medo" das armas que utilizam

Eles denunciam falhas nos equipamentos

A principal fábrica de armas usadas pela polícia no Brasil virou alvo de reclamações. As armas às vezes disparam com apenas alguns movimentos.

 

E, às vezes, elas falham exatamente na hora do tiro. Diante das falhas de pistolas da marca brasileira Forjas Taurus, as corporações do Distrito Federal estão se unindo para trocar o armamento das corporações.


Análise concluída em março pela Polícia Civil brasiliense revelou que, durante um teste por amostragem, de 25 pistolas .40, 10 apresentaram falhas de segurança e dispararam ao cair no chão.


As pistolas usadas pertencem à Polícia Civil e não apresentavam qualquer defeito aparente. A corporação está com processo de compra de 200 pistolas Glock em andamento.

A compra somente foi aprovada porque as armas serão usadas por policiais que atuam nas divisões especiais.


A Polícia Militar do Distrito Federal decidiu nomear uma comissão para relacionar todos os incidentes envolvendo as armas dessa marca.

O grupo fará avaliação para determinar se é o caso de realizar uma nova licitação para a aquisição de produtos de outras marcas. Ao menos 34 policiais brasileiros já foram feridos por disparos acidentais.


O último caso registrado foi na terça-feira (5/7), onde um tenente da PM de Goiânia saía da viatura quando o equipamento disparou e o acertou na perna direita. A pistola que ele usava era uma 24/7 da Taurus.


Para trocar os armamentos, por força de uma Portaria do Exército – Portaria 620/2006, diz que quando há no mercado interno um modelo semelhante a um modelo de arma de fogo que se deseja comprar no exterior, a aquisição  não é aprovada.

É o Exército quem autoriza, ou não, a compra. E, quem decide se uma arma feita no Brasil é semelhante ou não a uma arma feita nos EUA por exemplo, também é o Exército Brasileiro.


A Força Armada Brasileira informou que, quando é constatado que o produto nacional não atende às necessidades operacionais do órgão de segurança pública adquirente, a importação poderá ser realizada. O Exército afirmou que realiza testes nos armamentos fornecidos aos órgãos de segurança pública em amostras retiradas da linha de produção.


Sobre os defeitos, a Taurus informou não ter conhecimento dos problemas. Este ano, a empresa foi condenada a pagar R$ 70 mil a um agente de polícia brasiliense. A Justiça reconheceu que a pistola falhou depois de cair no chão e disparar.

A bala o atingiu na região do tórax. Os casos de defeitos em armamentos também são investigados, por meio de um inquérito civil, pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). A Taurus declarou ter gasto R$ 20 milhões na revisão técnica de 147 mil armas, no último ano.


A empresa afirmou que passa por uma reestruturação administrativa e operacional para aprimorar a qualidade do armamento.(Stephanny Guilande)

 

Fonte: *Via Alô - Clipping

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