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DO INCRA AO CONGRESSO NACIONAL: Manifestantes de ocupação do Incra "marcham" no "Eixo Monumental" por reforma agrária

Duas vias da N1 e S1 foram fechadas durante ato que durou cerca de 1 h. Grupo também pede retorno do Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Manifestantes saíram da sede do Incra, no Setor Bancário Norte, atravessaram a N1 e seguiram em marcha pela S1 em direção ao Congresso Nacional nesta sexta (15)

 

Manifestantes dos dez grupos que ocupam o estacionamento da sede do Incra marcharam na manhã desta sexta-feira (15) pelas vias S1 e N1 (Eixo Monumental) para pedir reforma agrária e o retorno do Ministério do Desenvolvimento Agrário – que passou a integrar a pasta Desenvolvimento Social e Agrário na reforma feita pelo presidente interino, Michel Temer.

 

Cerca de 300 pessoas estiveram no ato, que durou cerca de uma hora em um trajeto entre a sede do Incra e o Congresso Nacional, segundo a Polícia Militar.

Duas faixas de cada lado da avenida foram bloqueadas para a passagem do grupo.


Segundo a organização do movimento, 600 pessoas estiveram presentes e retornaram ao acampamento após a manifestação.

O grupo está concentrado no prédio do Incra desde a segunda-feira (11), quando houve ocupação de todos os andares. Os manifestantes reivindicavam uma reunião com a presidência para discutir políticas para pequenos agricultores.

Manifestantes saíram da sede do Incra, no Setor Bancário Norte, atravessaram a N1 e seguiram em marcha pela S1 em direção ao Congresso Nacional nesta sexta (15) (Foto: Raquel Lima/Arquivo Pessoal)

Na última terça (12), integrantes do Movimento Social de Luta (MSL) venderam cerca de 350 quilos de feijão a R$ 5 o quilo no local. O objetivo do grupo era protestar contra as políticas de agricultura familiar e o alto preço deste tipo de alimento.

Segundo a representante do Movimento Social de Luta, Raquel Lima, o grupo desocupou a sede do órgão na quinta-feira e iniciou o acampamento. “Na segunda-feira vamos marchar de novo, dessa vez com muito mais pessoas e vamos ocupar também rodovias do país”, disse.

 

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