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"GRAVAÇÕES COM O VICE": Marli "vai pagar caro", diz Rollemberg sobre denúncia de propina no GDF

Sindicalista disse que governador tem ligação com irregularidades na Saúde. GDF enfrenta ‘interesses poderosos e milionários’, disse chefe do Executivo.

"É um absurdo que uma presidente de um sindicato, de forma leviana, sem apresentar nenhuma prova, sem apresentar nenhum fato concreto, faça acusações contra pessoas que têm a vida honrada. [Com] Pessoas assim nós vamos dialogar na Justiça. Eu tenho certeza que ela vai pagar muito caro pelas informações difamatórias e caluniosas que fez hoje à CPI" - Rodrigo Rollemberg


O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, disse que a presidente do Sindicato dos Servidores da Saúde (SindSaúde), Marli Rodrigues, “vai pagar muito caro” pelas denúncias “difamatórias e caluniosas” sobre o suposto pagamento de propina no GDF.

 

Em depoimento à CPI da Saúde, nesta quinta (21), a dirigente sindical disse que o chefe do Executivo e a mulher dele, Márcia Rollemberg, têm ligação com irregularidades.

 

“É um absurdo que uma presidente de um sindicato, de forma leviana, sem apresentar nenhuma prova, sem apresentar nenhum fato concreto, faça acusações contra pessoas que têm a vida honrada. [Com] Pessoas assim nós vamos dialogar na Justiça. Eu tenho certeza que ela vai pagar muito caro pelas informações difamatórias e caluniosas que fez hoje à CPI.”


Questionada pelos deputados sobre qual a ligação de Rollemberg e da mulher com a suposta irregularidade, Marli se negou a dar detalhes, alegando que atrapalharia investigações em curso pelo Ministério Público do DF e pelo Ministério Público de Contas. Ela afirmou ter entregue todas as gravações e documentos aos órgãos.


Segundo Rollemberg, Marli e o sindicato são contra a mudança no modelo de administração nas unidades de saúde que o governo quer implantar. O chefe do Executivo disse que a implantação das organizações sociais como gestoras de hospitais e centros de saúde tem sido combatida por “interesses poderosos e milionários”.


“Nós enfrentando interesses corporativos para atender bem a população, com as organizações sociais, para levar médico onde não tem médico, levar enfermeiro onde não tem enfermeiro, e tem gente que não quer melhorar a saúde. E essas pessoas certamente estão buscando desacreditar o governo, mas não conseguirão”, disse.


“Essas pessoas não querem a implantação das organizações sociais porque não têm interesse, não têm compromisso com a saúde. O nosso objetivo é melhorar a saúde e nós vamos enfrentar todos os interesses para melhorar a saúde.”

Depoimento à CPI
Nesta quinta, a presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues, entregou à CPI da Saúde da Câmara Legislativa um “organograma” manuscrito e um DVD com gravações que ela diz comprovarem um suposto esquema de propina na pasta. O conteúdo das gravações não foi revelado.


Questionada pelo deputado Reginaldo Veras (PDT), Marli disse que o ex-subsecretário de Infraestrutura e Logística da Secretaria de Saúde Marcos Júnior fez o documento enquanto explicava a ela as supostas irregularidades na pasta. Ela afirmou que ficou com o documento depois da conversa, que ocorreu em maio.


Em conversas com o vice-governador, Renato Santana, e com o ex-secretário de Saúde Fábio Gondim, reveladas na semana passada pela revista “IstoÉ”, Marli diz saber de um suposto esquema de pagamento de 30% de propina na Secretaria de Saúde. Na gravação, ela questiona o vice se ele tem conhecimento das supostas irregularidades. Santana nega, mas diz saber de propinas de 10% na Secretaria de Fazenda. Ele depõe à CPI na tarde desta quinta.


A presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues, antes de início de depoimento à CPI da Câmara Legislativa que apura supostas irregularidades na Secretaria de Saúde do Distrito Federal (Foto: Gabriel Luiz/G1)A presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues, antes de início de depoimento à CPI da Câmara Legislativa que apura supostas irregularidades na Secretaria de Saúde do Distrito Federal

Depois do vazamento das conversas, o governador Rodrigo Rollemberg determinou à polícia e à Corregedoria do GDF a abertura de investigações. O governador disse que já havia pedido apuração da Secretaria de Fazenda quando Santana relatou a ele, há cerca de três meses, a suposta cobrança de propina na pasta, mas que nada havia sido confirmado na época.


Marli também citou o subsecretário de Logística e Infraestrutura da Secretaria de Saúde, Marcello Nóbrega, como envolvido em supostas irregularidades, mas não disse que desvios ele teria cometido. Ao G1, Nóbrega disse que estava em uma reunião e que se manifestaria por meio de nota ainda nesta tarde.


Manuscrito entregue nesta quinta-feira (21) pela presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues, à CPI que investiga supostas irregularidades na pasta do Distrito Federal (Foto: SindSaúde/Reprodução)Manuscrito entregue nesta quinta-feira (21) pela presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues, à CPI que investiga supostas irregularidades na pasta do Distrito Federal (Foto: Reprodução)

No sábado, por meio de nota, Rollemberg anunciou que entraria com queixa-crime contra a sindicalista por conta das citações ao ele nas conversas com o vice e com o ex-secretário Gondim. O governador já havia classificado as gravações como “chulas e levianas”.


Apesar de não detalhar as supostas irregularidades apontadas nas gravações, Marli relatou à CPI desvios na compra de kits contra a dengue por R$ 55 cada, quando o preço médio de mercado, segundo ela, varia de R$ 8 a R$ 22. A Secretaria de Saúde confirmou a compra dos kits na gestão passada pelo valor de R$ 55, mas informou que no atual governo foram comprados kits por R$ 8 e R$ 9.


A CPI da Saúde aprovou nesta quinta o fornecimento de segurança à sindicalista. Ela disse se sentir ameaçada depois de a gravação das conversas com Santana e Gondim terem vindo a público. Marli não disse se recebeu ameaças e nem informou por quem se sentia ameaçada.


O presidente da CPI, Welligton Luiz (PMDB), disse que ainda não existem provas e que os deputados vão analisar indícios de investigação. Ele explicou que a comissão vai apurar todos os documentos entregues por Marli.


Apoio de delegados
Nesta quinta, o Sindicato dos Delegados do DF aprovou a criação de uma força-tarefa voluntária para ajudar na apuração das supostas irregularidades na Saúde. Segundo o presidente da entidade, Rafael Sampaio, 15 delegados podem compor a força-tarefa para judar os deputados da CPI.


A lista com o nome dos delegados deve ser entregue às 15h desta quinta à Câmara. Para o presidente da CPI, Wellington Luiz (PMDB), “a ajuda será bem-vinda”. “Será de muita valia porque ajudará muito na análise com a expertise que eles têm”, afirmou o deputado distrital.

 

Fonte: *Via G1 - Clipping

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