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WhatsApp: Sex shop via aplicativo muda rotina em Brasília após bloqueio desta 5a. feira

Em rede social, empresárias repassaram contatos alternativos para clientes. Aplicativo ajuda a contornar vergonha; ele ficou fora do ar por 12h.

"Acabou que todos os clientes já sabiam do bloqueio e foram procurar a gente por e-mail, pelo Facebook, pelo Telegram e até ligando. Agora que o WhatsApp voltou ao normal, todo mundo migrou de volta para o aplicativo" - Jenifer Zimmer, empresária

 

 

O bloqueio do WhatsApp por 12 horas nesta quinta-feira (17) mudou a dinâmica de trabalho de sócias de um sex shop da Capital Federal, especializado em vendas pelo aplicativo.

 

Vendedoras e clientes usaram formas alternativas para se comunicar – a loja não tem estrutura física e, por isso, depende do contato dos consumidores pela internet.


De acordo com uma das sócias da loja Momento Íntimo, Jenifer Zimmer, 90% dos clientes chegam ao serviço por meio do aplicativo de mensagens. A loja começou a funcionar no dia dos namorados do ano passado.


Jenifer Zimmer, empresária que administra um sex shop por Whatsapp no DF (Foto: Arquivo pessoal)Jenifer Zimmer, empresária que administra um sex shop por Whatsapp


"Nós ficamos receosas porque não sabíamos que o bloqueio iria de fato acontecer. Quando viu que o WhatsApp saiu do ar, a gente fez um post informando que os outros meios de comunicação estavam disponíveis", diz.

 


A Justiça de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, determinou a derrubada do WhatsApp por 48 horas por causa da investigação de uma quadrilha de roubo a banco e caixas eletrônicos.

 

O serviço voltou a funcionar no mesmo dia, depois de o Tribunal de Justiça de São Paulo ter concedido liminar para que as operadoras deixassem de bloquear o acesso ao aplicativo.


"Acabou que todos os clientes já sabiam do bloqueio e foram procurar a gente por e-mail, pelo Facebook, pelo Telegram e até ligando. Agora que o WhatsApp voltou ao normal, todo mundo migrou de volta para o aplicativo", afirma Jenifer.


A empresária diz que o programa é essencial para as vendas porque dá mais liberdade para os clientes. "A maioria das pessoas que nos procuram usam o app por causa da praticidade de não precisar ir a uma sex shop física para comprar. E tem também gente que entra em contato por mensagem porque tem vergonha", diz.


Mercado amplo
A empresária fez faculdade de turismo, mas resolveu investir no mercado erótico quando não conseguiu emprego na área de formação.Convidada por uma colega de curso que já vendia produtos do tipo, elas começaram a trabalhar juntas. Hoje, contam com um catálogo de mais de 300 produtos e uma lista de 500 clientes.

 

No início, o foco era atingir as mulheres. "Queríamos algo voltado para o universo feminino, que não fosse vulgar", complementou. Ela diz que também precisou se adaptar: “Eu tinha certo pudor. Tinha medo de falar de masturbação, de sexo anal. Era um receio de fazer o 'approach'. Mas com o tempo a gente consegue lidar com esse assunto com naturalidade".


No topo da lista dos mais vendidos, estão um tipo de "vibrador líquido", seguido de objetos comestíveis. "A procura é muito grande. Já vendi até para uma mulher de 70 anos", diz.


Para escolher o que quer comprar, o cliente recebe um "cardápio" a ser baixado pela internet. Se for preciso, as empresárias encontram o comprador pessoalmente – em domicílio, em restaurantes da Grande Brasília ou até na casa das empresárias.


"Sempre tem novidade, sempre tem coisa legal, que pode até ‘mudar a vida das pessoas’. Escuto muitos relatos de gente afirmando que os produtos conseguem salvar um relacionamento que está 'capengando'", afirma.


Apesar da procura crescente pelos artigos, Jenifer diz que já foi xingada pela atividade que exerce. "Ainda há muito preconceito, por mais que a pessoa use os produtos."


Pela primeira vez à frente de um negócio, as sócias se dizem surpresas com o sucesso do investimento. "Está sendo rentável. Não imaginava que a gente iria durar. Achava que a gente fosse falir. Não tinha noção do quanto é rentável o mundo erótico", afirmou. "Tenho cliente que gasta até R$ 300 à vista por mês."

Empresária Jenifer Zimmer vende produtos eróticos em feira colaborativa do Distrito Federal (Foto: Arquivo pessoal)
Empresária Jenifer Zimmer vende produtos eróticos em feira colaborativa de Brasília

 

Fonte: *G1 - Clipping

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