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"DE NOVO": Aterro (Lixão da Vila Estrutural) controlado tem dias contados e começa em agosto

De acordo com dados do SLU, mais de 1000 pessoas trabalham no lixão da Estrutural como catadores

O Serviço de Limpeza Urbana (SLU) espera iniciar, em agosto, as ações para desativação do aterro controlado do Jóquei, mais conhecido com Lixão da Estrutural. A primeira etapa será enterrar no local resíduos urbanos, o lixo normal coletado nas residências.


O novo espaço para destinação de resíduos será o Aterro Sanitário de Brasília, em Samambaia, no qual foram investidos mais de R$ 30 milhões. Já os custos de implantação e operação do aterro são estimados em R$ 82.745.120 (executados durante cinco anos).

 

O local deve ser entregue à população durante este segundo semestre, prevê o SLU. Com o início da operação no novo local, os catadores continuarão na Estrutural, até que sejam concluídas as centrais de triagem.


De acordo com dados do SLU, mais de 1000 pessoas trabalham no lixão da Estrutural como catadores. Os trabalhadores não usam equipamento de segurança, e são expostos aos perigos do lixo. Marineusa Santos, 49 anos, moradora da Cidade Estrutural, tira o sustento da família no local. “Eu me sinto bem e sem isso aqui eu não sei o que vou fazer, não tenho capacitação, isso aqui é minha vida”, conta.

A catadora que já machucou a perna trabalhando, usa o trabalho para sustentar 5 filhos.

 

 

Em nota, o SLU explica que o Lixão da Estrutural continuará sendo utilizado como um local para destinação dos resíduos da construção civil até que as Áreas de Transbordo, Triagem e Reciclagem de Resíduos (ATTR) estejam funcionando, o que está previsto para ocorrer em 2017.

 

A professora do Núcleo de Sustentabilidade da Universidade de Brasília, Izabel Cristina Zaneti, explica que o aterro é o local mais adequado para descarte do lixo. “No aterro sanitário existem duas camadas que impermeabilizam o solo e não permitem ao chorume descer à terra”. Ainda de acordo com Izabel, não basta fechar o lixão, tem que ser feita o processo técnico de remediação (tratamento) do chorume (resíduo líquido do lixo) e do gás metano.

O Distrito Federal tem ao menos 897 lixões clandestinos a céu aberto, de acordo com levantamento da Agência de Fiscalização (Agefis). 

 

Fonte: *Via Alô - Clipping

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