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ASSOREAMENTO DO LAGO PARANOÁ:Projetos podem resolver perda de volume

Em alguns pontos, como nos braços do Riacho Fundo e do Bananal, a navegabilidade está comprometida


Alívio em tempos de baixa umidade, as águas do Lago Paranoá representam o sustento de pescadores e o lazer de velejadores e banhistas.

 

Mas o cartão-postal de Brasília não foi poupado de cinco décadas de negligência ambiental, e o assoreamento se tornou ameaça para os vários usos do espelho d’água.

 

Ele recebeu toneladas de sedimentos e perdeu volume, o que impossibilita a navegação em vários pontos e dificulta a aproximação das margens. Diante da gravidade do problema, pela primeira vez em mais de uma década, o governo avalia dois projetos de intervenção para a retirada de terra.

 

O processo prevê dragagem e limpeza do fundo do reservatório, uma tentativa extrema de recuperar parte da profundidade perdida.

Uma das obras será feita pelo GDF na região da Ponte do Bragueto, próximo ao Lago Norte, onde fica o chamado braço do Bananal. A construção do Setor Noroeste e a realização de grandes obras públicas, como a duplicação da Estrada Parque Indústria e Abastecimento (EPIA), levaram ao carregamento de grande volume de terra, deixando a água enlameada e o lago cada vez mais raso.

 

A outra intervenção se trata de obra particular, prevista pelo Iate Clube de Brasília.

 

Como vários modelos de embarcações não podem mais atracar no píer por causa do acúmulo de sedimentos, o clube lançou edital para contratar empresa responsável pela retirada do equivalente a 2,3 milhões de litros de terra. O pedido de licenciamento ambiental da empreitada, apresentado no mês passado, está em análise pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram).

A obra a ser feita pelo governo na região norte do Lago Paranoá é ainda maior. O projeto elaborado pela Terracap prevê a escavação de um volume de terra equivalente a 3,8 milhões de litros, a uma profundidade de até 1m.

Para isso, é preciso reduzir temporariamente a quantidade de água do espelho d’água, com a abertura das comportas, para que os caminhões entrem no leito seco e retirem o que precisa ser escavado.

Desde 2005, o Lago Paranoá não passa por processo de desassoreamento. À época, o Ibram autorizou a Novacap a retirar sedimentos acumulados na água por causa da construção das vias de acesso à Ponte JK.

 

A dragagem é uma intervenção delicada, que requer estudos detalhados de impacto ambiental. Ao remover terra das margens e do fundo do lago, existe o risco de trazer muita coisa para a superfície, o que poderia afetar o trabalho dos pescadores e até mesmo as condições de banho.

 

Fonte: *Via CB Clipping

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