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EPIA NORTE: Camada superficial de rocha entre Balões do Colorado-Torto é totalmente implodida

Neste domingo (24), ocorreu a 2a. detonação com finalidade de permitir o andamento das obras de mobilidade no Torto-Colorado. Novas operações estão previstas a partir de 21 de agosto

Como no último domingo (17), a implosão de uma rocha nas obras da Ligação Torto-Colorado saiu conforme planejado.

 

O trânsito no trecho de 5,2 quilômetros entre o Balão do Colorado e um ponto próximo ao Balão do Torto ficou bloqueado hoje (24) das 14h50 às 15h35 por medida de segurança.

A detonação ocorreu às 15h27.

 

Às 15h27 deste domingo ocorreu a implosão dos dois terços restantes da rocha no Torto-Colorado.

Às 15h27 deste domingo ocorreu a implosão dos dois terços superficiais restantes da rocha no Torto-Colorado.

 


 

Foram usadas 3,3 toneladas de explosivos, quase o triplo da primeira vez, com dinamites distribuídas em 420 perfurações na rocha. A maior quantidade foi necessária por conta da magnitude da explosão. A ação da semana passada, com 1,2 tonelada, atingiu um terço da camada superficial da rocha. Neste domingo (24), foram detonados os outros dois terços.


As intervenções no Torto-Colorado, em conjunto com as do Trevo de Triagem Norte, beneficiarão 100 mil motoristas que passam pela saída norte de Brasília todos os dias.


Medidas para garantir a segurança da população


Moradores de 37 casas e trabalhadores de cinco estabelecimentos comerciais em um raio de 300 metros do ponto de implosão foram notificados e tiveram de deixar os locais.

“Todo procedimento de detonação implica risco de lançamento de pedras. Isolamos para impedir que alguém seja atingido”, justificou o coordenador de operações da Defesa Civil, major do Corpo de BombeirosSinfrônio Lopes.

 

Oito minutos após a implosão, às 15h35, o trânsito no trecho foi liberado.

Oito minutos após a implosão, às 15h35, o trânsito foi liberado.

 


 

Apesar de dificultar o trânsito na região, a ação é necessária para o andamento das obras. Inicialmente estavam previstas de 12 a 15 detonações, mas esse número caiu para seis. A operação deverá ser retomada em 21 de agosto — por conta dos jogos de futebol que Brasília sediará na Olimpíada, não haverá implosões em 31 de julho e em 7 e 14 de agosto.


Presente no trecho interditado neste domingo (24), o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF), Henrique Luduvice, ressaltou o benefício para a população. “Esse transtorno é momentâneo, e o resultado com a execução das obras, definitivo. E vale lembrar que as detonações estão sendo programadas para o dia de menor tráfego, o domingo.”


Além da Defesa Civil e do DER-DF, participaram da operação o Corpo de Bombeiros, as Polícias Civil e Militar — esta com os batalhões de Operações Especiais (Bope), de Policiamento de Trânsito (BPTran) e de Polícia Ambiental —, a Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb), a Companhia Energética de Brasília (CEB) e a Subsecretaria Integrada de Operações em Segurança Pública, da Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social. O efetivo foi de 56 servidores.


O governo do Distrito Federal ficou responsável pela segurança da operação. A JM Terraplanagem e Construções, construtora que toca as obras no local, despejou e compactou argila na rocha para reduzir o ruído e o espalhamento de detritos. A Motavi Demolições e Terraplanagem, empresa contratada pela JM, fez a implosão. A pedra gigante tem 100 metros de comprimento, 70 metros de largura e 8 metros de profundidade.

As obras da Ligação Torto-Colorado e do Trevo de Triagem Norte


Serão dez obras no Trevo de Triagem Norte, entre pontes, viadutos e túneis, feitas para distribuir o fluxo de veículos com destino ao Plano Piloto, levando ao Eixo Rodoviário Norte-Sul, à Avenida W3, aos Eixinhos Leste e Oeste e à Avenida L2. Somadas às passagens previstas na Ligação Torto-Colorado — construção de uma pista marginal à DF-003 e novos acessos aos condomínios —, serão 23 intervenções.


 

No total, as benfeitorias vão custar R$ 207 milhões — R$ 146 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), R$ 51 milhões de contrapartida do governo de Brasília e R$ 10 milhões da Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap).

 

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