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IDENTIFICAÇÃO DO ROSTO: Terminal aéreo de Brasília passa a adotar reconhecimento facial de viajantes

Sistema começou a valer ontem à noite e será padrão em voos internacionais. Outros 13 terminais receberam máquinas, com custo total de R$ 7,5 milhões.

EXPLICAÇÃO E ESCLARECIMENTOS:

 

"Hoje, em média, o viajante leva 30 segundos para ser identificado. Num voo com 200 pessoas, levaríamos horas para checar todos. Com o reconhecimento facial, essa demora para verificação será de um a dois segundos. Um passageiro de voo internacional sairá do terminal rapidamente se não tiver nada a declarar" 


"O que vamos ter a partir de agora é uma assertividade maior nos alvos. Com o passaporte falso, eu não consigo identificar um viajante irregular dentro do terminal, mas o reconhecimento facial vai além disso. Com esse novo sistema, nós vamos identificar e pegar essas pessoas"

José Carlos de Araújo, coordenador de

Administração Aduaneira da Receita.

Começou a funcionar na noite deste domingo (31) o sistema de reconhecimento facial para voos internacionais que desembarcam no Aeroporto Internacional de Brasília.

A tecnologia operava em "fase de testes" desde a última quarta (27) mas, agora, passa a ser empregada em todos os voos vindos de outros países.


Os 32 equipamentos foram comprados pela Receita Federal, ao custo total de R$ 7,5 milhões. Além de Brasília, os equipamentos devem ser instalados em outros 13 terminais (veja lista abaixo).

Não há prazo para que o sistema seja adotado nos demais aeroportos.

 

O reconhecimento facial será feito no momento em que o passageiro chega ao aeroporto, logo após o desembarque. As câmeras foram instaladas em frente ao guichê da Receita Federal, por onde passam todos os turistas que dizem não ter "nada a declarar" – compras acima do limite ou bagagens com restrição, por exemplo.

A câmera capta o rosto do passageiro e faz a correspondência com um banco de dados, composto por informações de possíveis criminosos ou pessoas monitoradas pela polícia, no Brasil ou no exterior. Se o sistema não achar nenhuma identificação, o turista segue caminho normalmente, sem qualquer procedimento adicional.


Caso o sistema acuse movimentação suspeita, o viajante é chamado a passar por uma inspeção. Isso não significa que a pessoa será detida ou acusada de algum crime. Viagens frequentes, com grande número de malas ou em rotas normalmente usadas pelo crime organizado podem levantar suspeita, mesmo que o turista esteja em dia com a lei.

Mais rapidez
O coordenador de Administração Aduaneira da Receita Federal, José Carlos de Araújo, diz que a nova ferramenta facilita a identificação e torna o caminho da aeronave até o check-out mais curto.

"Hoje, em média, o viajante leva 30 segundos para ser identificado. Num voo com 200 pessoas, levaríamos horas para checar todos. Com o reconhecimento facial, essa demora para verificação será de um a dois segundos. Um passageiro de voo internacional sairá do terminal rapidamente se não tiver nada a declarar", diz.


Segundo a Receita, o reconhecimento começa assim que um avião decola em outro país, rumo ao Brasil. Dados são enviados pelo aeroporto internacional ao órgão, que já começa a verificar os passageiros em busca de perfis e padrões. Alguns podem ser "previamente selecionados" para facilitar o monitoramento.


O novo sistema identifica possíveis alvos pela geometria do rosto. Segundo a Receita, os cálculos minuciosos tornam cada perfil único, como se fosse uma impressão digital. Passageiros com boné, gorro chapéu, óculos, turbante, esmalte, correntes e acessórios que atrapalhem a visão do rosto poderão ser chamados à verificação.


O banco de dados da Receita também deve usar informações fornecidas pelas companhias aéreas, como frequência, natureza e características das viagens realizadas recentemente. Apenas perfis previamente cadastrados pela Receita serão identificados pelo software.


O órgão federal não revela detalhes de possíveis alvos, mas diz que dados de órgãos internacionais também foram inseridos no sistema. O equipamento, diz Araújo, pode corrigir a brecha deixada pelo uso de passaportes falsos.

"O que vamos ter a partir de agora é uma assertividade maior nos alvos. Com o passaporte falso, eu não consigo identificar um viajante irregular dentro do terminal, mas o reconhecimento facial vai além disso. Com esse novo sistema, nós vamos identificar e pegar essas pessoas."


Biometria
Na última segunda (25), o Ministro da Justiça Alexandre de Moraes participou de uma vistoria na área interna do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília, uma das rotas de entrada de turistas e atletas olímpicos.

O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, também participou da ação. Na inspeção, foram apresentados os aparelhos de biometria que serão utlilizados nos aeroportos brasileiros. Moraes disse que o Brasil tem atualmente os equipamentos mais modernos do mundo para a verificação de passageiros.


Confira a lista de terminais que ainda vão receber a tecnologia:

- Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre (RS)
- Aeroporto Internacional Afonso Pena, em Curitiba (PR)
- Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo (SP)
- Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP)
 - Aeroporto Internacional Hercílio Luz, em Florianópolis (SC)
- Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro (RJ)
- Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus (AM)
- Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza (CE)
- Aeroporto Internacional Tancredo Neves (Confins), em Belo Horizonte (MG)
- Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante (RN)
- Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes - Gilberto Freyre (PE)
- Aeroporto Internacional de Salvador (BA)
- Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu/Cataratas (PR)

 

Fonte: *Via G1 - Clipping

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