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CASO MR. WOLF: Morador de rua suspeito de matar dono de food truck se entrega à polícia

O morador de rua Hugo Tácio de Oliveira Soares (foto à esquerda), de 30 anos, se apresentou nesta quarta-feira (3), na 3ª DP (Cruzeiro). Ele é suspeito de matar a facadas o empresário Jerry Omar Correia (foto abaixo), de 45 anos, dono de um food truck, na noite do último domingo, no Setor  Sudoeste. De acordo com a delegada chefe, Cláudia Alcântara, Hugo pediu ajuda a um estranho para se entregar.

“Ele estava na quadra 305 do Sudoeste e pediu a um desconhecido que ligasse para a polícia. Nós pedimos para ele aguardar no local e mandamos uma viatura”, afirmou.Reprodução/Facebook

 

 

Na delegacia, Hugo confessou o crime e contou em detalhes toda a ação do ocorrido. Entretanto, ele apresentou uma versão diferente para os fatos: o homem relatou que primeiro teria sido agredido pela vítima e seu funcionário e que, por este motivo, deferiu os golpes no empresário.


Em depoimento, ele revelou que, no dia do crime, acordou cedo e foi ao estacionamento 4 do Parque da Cidade para trabalhar – ele é lavador de carros – e, ao fim do dia, se encontrou com um colega, vigia de carros, para consumir bebida alcoólica e drogas. Quando voltou ao local em que costumava dormir, no Sudoeste, o homem ficou incomodado com o barulho do gerador e por isso começou a importunar os clientes, mas fugiu do local ao perceber que a Polícia Militar havia sido acionada.

 

FOOD TRUCK DE JERRY OMAR ESTACIONADO NO SETOR SUDOESTE

 

 

A delegada Cláudia informou que, nesse intervalo em que o homem se dirigiu ao estabelecimento pela primeira vez até o momento em que cometeu o crime, Hugo foi levado à delegacia por ameaçar a funcionária de uma farmácia.

“Após o chamado dos clientes, a polícia fez uma varredura no local e encontrou Hugo próximo à farmácia. Então o trouxeram até a delegacia, mas, como não havia nenhum registro de ocorrência, ele foi liberado”,disse.

Na versão de Hugo, ao retornar ao local onde costumava se abrigar, teve um novo desentendimento, pelo mesmo motivo, com o funcionário e o proprietário do food truck e que foi agredido no rosto com um porrete. Hugo, então, pegou a faca e deferiu os golpes na intenção de matá-lo.


Antes de se entregar, ele se manteve escondido em uma vala próxima a um colégio na Asa Sul e também na região de Ceilândia. Ele trocou de roupas para não ser reconhecido e escondeu a arma do crime próximo a uma parada de ônibus no Sudoeste, mas, quando voltou para buscar a faca, a mesma não estava no local.


Sem arrependimento

Ao ser apresentado na delegacia, Hugo não demonstrou arrependimento. À imprensa, ele declarou que “era homem e que, por isso, assumia o crime cometido”. Hugo ainda revelou que aguardaria a oportunidade para um possível acerto de contas com o funcionário que o atingiu com um porrete. “Vou esperar lá dentro da cadeia. E o pátio vai ficar pequeno”, provocou.

Uma reportagem publicada pelo Jornal de Brasília mostrou que Hugo sempre teve temperamento explosivo e começou a usar drogas após se envolver com “más companhias”. Segundo parentes, ele optou por morar na rua e se afastar da família.


Versões não batem

A delegada não confirma a versão de Hugo Soares. Entretanto, não descarta as informações fornecidas pelo suspeito. Ela disse que o funcionário será chamado para um novo depoimento e que as investigações sobre o caso não estão encerradas.

“Temos duas versões da história. Vamos trabalhar para descobrir qual é a realidade do fatos. Estamos à procura da verdade”, assegurou Cláudia Alcântara.

Apesar de estar fora do flagrante e ter se apresentado de forma espontânea, o pedido de prisão preventiva foi deferido e Hugo permanecerá preso. Ele responderá por homicídio consumado e homicídio tentado e, caso seja condenado, poderá pegar até 30 anos de prisão.

 

Fonte: *Via JBr - Clipping

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