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"MANGUACEIROS CONTUMAZES: Brasília tem média de 5 prisões de motoristas por dia pela Lei Seca

De janeiro a julho, 1.234 motoristas foram presos em ações do Detran. Órgão de trânsito registrou 7.906 autuações por embriaguez ao volante.

O Distrito Federal teve uma média de cinco motoristas presos por dia por dirigirem embriagados nos primeiros sete meses deste ano, alcançando 1.234 motoristas detidos.

 

O número representa alta de 2,3% comparado com o mesmo período do ano passado (1.206), informou o Detran.

 

“É um número expressivo. De 2013 ao ano de 2016, é o maior período de prisões por dirigir sob influência de álcool”, informou o diretor de fiscalização do órgão, Silvain Fonseca. Em 2013, 754 pessoas foram presas pelo crime.


O motorista flagrado dirigindo sob efeito da bebida é preso quando apresenta mais de 0,33 miligrama de álcool por litro de ar expelido no bafômetro. Ele só é liberado após pagar fiança, estipulada pelo delegado responsável pelo caso.

O valor pode ir de um a cem salários mínimos (até R$ 88 mil). Dependendo da situação econômica do preso, pode ser aumentado em até mil vezes. Para estabelecer o montante, são levados em conta critérios como natureza da infração e antecedentes do envolvido.


De janeiro a junho, o Detran registrou 7.906 autuações por embriaguez ao volante. Isso significa alta de 20% comparado com o mesmo número dos sete primeiros meses do ano passado (6.582). “A gente tem encaminhado às delegacias e eles têm sido autuados, tirando de circulação esses condutores que oferecem risco diariamente no Distrito Federal”, continuou Fonseca.

Panorama sobre as estatísticas envolvendo acidentes de trânsito no DF (Foto: Fausto Carneiro/G1)

 

 

A multa por dirigir embriagado é de R$ 1.915, com sete pontos na carteira de habilitação.

 

O motorista também deixa de poder dirigir por um ano, mas a proibição só passa a valer quando não couber mais recurso. A partir de novembro, o valor da multa sobe para R$ 2.934. Se reincidente, o motorista terá de pagar o dobro do montante.


Em caso de acidente com morte, é também o delegado quem define se o crime é considerado homicídio culposo ou doloso. Em geral, quando a polícia entende que o acidente ocorreu por negligência, imprudência ou imperícia, é qualificado o homicídio culposo. O dolo eventual ocorre quando o motorista assume o risco de ferir ou matar a vítima, ao beber e dirigir em alta velocidade.


Impunidade
Para o especialista em trânsito Márcio Andrade, a impunidade faz com que motoristas continuem bebendo e dirigindo. “A certeza da impunidade acaba reforçando a conduta nociva no trânsito. As leis têm que ser aplicadas de forma mais rígidas. As pessoas realmente têm que ser presas por beber, dirigir e provocar um crime de trânsito.”


Na opinião do assistente de acusação do Ministério Público Yure Soares de Melo, é preciso investir mais em educação. “Há necessidade que os departamentos de trânsito, principalmente aqui do Distrito Federal, invistam em qualidade educacional de trânsito maior, o que a gente não vê por aí. Só se vê aplicação de multa, o tempo todo”, disse.



“É como se muitas pessoas tivessem uma arma na mão, pegam o carro como revólver e saem matando pessoas por aí, como de fato a gente está vendo toda hora aqui no Distrito Federal”, afirma. “Parece realmente que não estão aprendendo a lição.”

 

Fonte: *Via G1 - Clipping

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